Histórias reais de fantasmas e assombrações outubro 1, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Bizarrices.Tags: assombração, comédia
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Incrível! Cenas muito fortes. Se você tem estômago fraco não assista! Do contrário, assista aos vídeos e veja os primeiros registros reais de fantasmas e assombrações (é preciso saber inglês para aproveitar os vídeos ao máximo).
Como camuflar uma pesquisa de ação setembro 11, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Sem categoria.Tags: assessoria de imprensa, banco de dados, brand experience, branding, experiência de marca, marketing, Mega Rampa 2009, Oi, pesquisa de mercado, posicionamento, propaganda, publicidade, redes sociais, release, skate, UOL
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Em Publicidade, a única certeza é que o consumidor tem sempre razão. Afinal, é para ele que fazemos as campanhas, é ele que tem que ser estimulado a se “levantar de sua cadeira” e executar a ação esperada.
Por isso investimos tanto em pesquisa, para justamente termos idéia dos melhores caminhos para impactar o público desejado. A pesquisa não oferece soluções, mas revela quais direções são as mais adequadas. Aliás, taí uma palavra chave em publicidade e propaganda: adequação.
Voltando. As pesquisas são uma importante ferramenta para fundamentar o planejamento e, conseqüentemente, a criação. Sim, ao contrário do que muitos criativos (ainda) pensam, a pesquisa ajuda a criar campanhas com conceitos mais sólidos, que estejam realmente adequadas ao seu público.
Tanta utilidade, porém, causa um efeito reverso: a síndrome da pesquisa. As pessoas querem fazer pesquisa para tudo. Por exemplo, o redator aparece com uma lista de 30 títulos para uma campanha (o que é perfeitamente normal durante o processo criativo) e, ao invés de uma reunião de criação para definir qual se encaixa melhor ao conceito, tascam logo uma pesquisa. A campanha está ainda na concepção e já começaram a fazer pré-testes (tipo de pesquisa feita, obviamente, antes do lançamento de uma campanha, mas com ela praticamente pronta, para ter uma noção de como o público alvo vai reagir).
A “neura” da pesquisa chegou a tal ponto que as empresas estão ávidas por obter a maior quantidade possível de informação sobre seus clientes. Talvez seja um reflexo de tempos incertos, onde as coisas andam mudando tão rápido… O fato é que nunca se fez tanto cadastro quanto hoje. Você entra num site de notícias para ler reportagens e descobre que tem que se cadastrar para isso. Você fica sabendo de um evento bacana, vai ao site e descobre que, para ir ao tal evento, precisa se cadastrar.
Hoje em dia você passa mais tempo se cadastrando em sites do que desfrutando de seu conteúdo. É claro que, muitas vezes, o cadastro é rápido e você nem o percebe (esse é o cadastro perfeito), mas há os que abusam da boa vontade alheia. As empresas estão substituindo os questionários físicos por cadastros online, pelo menos para as informações mais básicas do target.
Falei tudo isso porque hoje me deparei com a seguinte manchete: “Cadastramento de ingressos para Mega Rampa começa nesta quinta“. Isso me chamou bastante a atenção (a ponto de eu estar escrevendo este post). Li a matéria e entrei no site pra entender o que se passava. E me deparei com isto:
Repare nos campos a serem preenchidos. Há informações básicas (nome, telefone, nível de escolaridade, ocupação), mas também dados mais refinados (seu skatista favorito, rede social que mais usa, atividades que realizou com mais freqüência nos últimos meses, estilo musical favorito). É um claro esforço de marketing para mapear o público do evento, seus hábitos e preferências, porque este é um público potencial para a Oi, que organiza o Mega Rampa.
A Oi se posicionou como uma empresa jovem, inovadora e antenada. Nada mais natural para a empresa que se invista em ações que a aproximem desse público em particular. O Mega Rampa 2009 representa tudo isso.
É interessante notar o investimento em assessoria de imprensa. A matéria do UOL é, na verdade, um grande release, que promove o evento e instrui a respeito do processo de aquisição dos ingressos (inclusive explicando o que irá acontecer após cada passo no proceso de cadastramento).
Enfim, toda a ação Mega Rampa pode ser considerada, nada mais, nada menos, que uma grande pesquisa de mercado. Eu diria mais: a competição é secundária. O que é principal é a Oi conhecer mais a fundo o seu público, estabelecer estratégias adequadas de promoção nas mídias sociais (muito usadas pelo público jovem) e promover um bela experiência de marca.
Fonte:
http://esporte.uol.com.br/radicais/ultimas/2009/09/10/ult4363u189.jhtm
Comerciais interativos setembro 5, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Sem categoria.Tags: brand experience, branding, Centauro, experiência de marca, interatividade, propaganda, publicidade, publicidade na internet, Salles Chemistri, TV Digital, Youtube
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Enquanto a TV Digital ainda se acerta aqui no Brasil, já começou o movimento de filmes publicitários que têm por princípio a interatividade com o público.
Há algum tempo eu postei um artigo sobre vídeos interativos no YouTube. Neste artigo eu dei exemplos de jogos onde você assiste a um vídeo e interage com ele, clicando nos links que aparecem na tela. Então, você é remetido a um outro vídeo, que revelará o novo rumo da história escolhido por você.
No referido artigo eu também previ a utilização dessa nova ferramenta para a criação de campanhas publicitárias na internet. E foi feito! A primeira ação neste sentido, feita aqui no Brasil, foi esta campanha da Centauro, criada pela agência Salles Chemistri e datada do dia 6 de junho de 2008. O conceito explorado é “A variedade é nossa paixão”. Assista ao vídeo:
Este é apenas um primeiro passo. Com certeza novas ações serão realizadas, provavelmente explorando mais a questão do brand experience, envolvendo o público em uma narrativa instigante e levando-o a consumir produtos da marca.
Ronaldinho Gaúcho e sua “melhor” fase no Milan agosto 30, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Protestos.Tags: arrogância, campeonato italiano, futebol, humildade, Inter de Milão, Milan, Ronaldinho, Ronaldinho Gaúcho, soberba, UOL
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Este post será rápido. Ou, se preferirem, curto e grosso.
Ronaldinho Gaúcho tem talento com a bola nos pés. Inegável. Mas ele adquiriu uma soberba sem tamanho, se deixando levar por prêmios de melhor jogador e contratos milionários. Ele se tornou o Sr. Marrento. Isto também é inegável.
Mas as coisas não andam boas para o lado jogador. Em março deste ano, Carlo Ancelotti, o então técnico do Milan, fez críticas a Ronaldinho, cobrando dele um esforço maior caso quisesse ser titular (algo que não acontecia há mais de um mês, na época). Nas palavras do treinador: “Jogadores como Ronaldinho baseiam todo seu futebol no talento. Treinei muitos jogadores e a maioria acha que faz a diferença só com o talento, mas isso é errado. No futebol moderno, se você não tem uma boa condição física e não trabalha nos treinos, é mais difícil brilhar nos jogos”.
Ancelotti saiu do comando da equipe milanesa e o cenário pareceu mudar. No dia 27 de agosto de 2009, saiu uma matéria no portal de notícias UOL em que o Gaúcho declarava estar vivendo sua melhor fase no Milan, time onde joga desde 2008.
Pois bem, ontem, dia 29 de agosto de 2009, o Milan perdeu o clássico contra a rival Inter de Milão por 4 a 0. Isso mesmo, o Milan tomou de quatro 4. Uma derrota, não seria exagero dizer, humilhante.
Apenas 2 dias depois de uma declaração animada à imprensa, Ronaldinho, titular, é substituído por não ter feito rigorosamente nada para tentar virar a partida. E saiu de campo debaixo de muitas vaias dos torcedores de seu time. Uma bela fase, não?
A questão aqui não é crucificar o cara, desprezar seu passado vitorioso. Minha intenção aqui é mostrar que todos passam por fases boas e ruins. É normal, a vida é assim. O ponto aqui é como você encara seus sucessos e derrotas.
Com humildade você é capaz de manter os pés no chão quando atinge os resultados almejados. Assim, você conquista a admirição das pessoas ao seu redor e este apoio será muito impotante durante uma fase ruim. Claro que nem todos estarão lá por você, mas pode ter certeza que alguém estenderá a mão a você. O princípio é simples: com os pés no chão não se pisa nos outros.
Ronaldinho Gaúcho perdeu esse componente. A soberba faz com que a pessoa não consiga se auto-avaliar da maneira correta e, em conqüência, não muda o que deveria ser mudado, até porque “é o mundo que tem que mudar e não eu”. Você já deve ter ouvido isso da boca de várias pessoas, né? Gente repassando a terceiros a culpa de seus próprios fracassos. É o que mais tem por aí. E essas pessoas, invariavelmente, acabam sozinhas. Afinal, quem ajudaria aquele que estava no topo e se “achava” (e até humilhava os outros) a se reerguer?
Eu nunca vi ninguém arrogante ir muito longe. Então, Ronaldinho, para o seu próprio bem, e para o do nosso futebol, seria bom que o senhor reavaliasse sua postura diante da vida.
Fontes:
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2009/03/03/ult59u189742.jhtm
http://esporte.uol.com.br/ultimas/efe/2009/08/27/ult1777u111451.jhtm
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2009/08/29/ult59u201093.jhtm
Chocolate mata e cigarro engorda julho 26, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Bizarrices.Tags: acidente, Bank of America, câncer, chocolate, cigarro, dívida, economia, Estados Unidos, EUA, fábrica de chocolate, fumantes, impotência, Obama
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Se você, como eu, achava que os únicos malefícios do cigarro estavam em desenvolver uns nove tipos diferentes de câncer e deixar certas partes do corpo masculino inoperantes, lamento informar que está redondamente enganado. Claro, tudo isso realmente acontece com os fumantes, mais cedo ou mais tarde. A questão é que os problemas não param por aí.
Um rapaz dos Estados Unidos foi comprar um maço de cigarros ao se dar conta de que os seus tinham acabado inadvertidamente. Como sempre costuma fazer em situações assim, ele foi até a loja de conveniência de um posto de gasolina perto de sua casa, em New Hampshire.
Feita a transação, o cara voltou para sua residência, talvez um pouco preocupado com o seu saldo no banco. Ele fez a compra em cartão e, pelas suas contas, já devia estar com um saldo negativo de algumas centenas de dólares. Ao acessar o site do banco para conferir sua situação financeira, ele teve uma gigantesca surpresa: seu saldo negativo era de US$ 23.148.855.308.184.500 (cerca de 45 quatrilhões de reais).
Sim, não eram centenas, milhares ou milhões. Eram QUATRILHÕES! Sem saber o que fazer (e quem pode culpá-lo?), o ridiculamente endividado rapaz correu para o posto de gasolina para ouvir que eles nada poderiam fazer pelo seu problema. Desiludido e atordoado, resolveu ligar para o banco.
Depois de duas horas no telefone (viu como não são apenas os SAC’s brasileiros que ficam enrolando as pessoas?), tentando resolver o mal entendido, o Bank of America corrigiu o erro, inclusive deixando de cobrar a taxa de US$ 15 para uso de quantia acima do saldo da conta. Legais eles, não?
Só para constar, o valor da dívida temporária do cidadão é 2347 vezes maior do que a dívida do governo dos EStados Unidos, que estava em torno de US$ 9,860 trilhões em 2007. Se nem Obama consegue pagar isso, imagine um pobre mortal, como eu e você?
Portanto, leitor, além de câncer e impotência, o cigarro também pode engordar. Engordar sua dívida com o banco. Para quem fuma, fica o alerta.
Agora, se você não fuma (ou fuma, tanto faz) e tem o sonho de mergulhar em uma piscina de chocolate derretido, essa notícia que chegou ao meu conhecimento é para você.
Um trabalhador, também americano e de apenas 29 anos morreu. Até aí nada excepcional, certo? E seu eu falar que o cara morreu depois de cair em um tonel de 2,40 metros de altura, repleto de chocolate?
O que é o sonho de muito chocólatra por aí custou a vida de alguém. Mas, se você é um desses chocólatras por aí, provavelmente a primeira coisa que irá pensar ao ler isto será algo do tipo: “Que cara idiota! Se fosse eu, ia comer tudo!”.
Mas a explicação de por quê o idiota rapaz morreu, ao invés de se esbaldar, foi que o tonel em que ele caiu funcionava como um grande misturador de chocolate, onde uma pá gigante remexia o produto, em estado líquido e muito quente.
Ao cair no potão, além de se queimar todo, a pá acertou o pobre homem na cabeça, matando-o. Então, da próxima vez que você pensar em se jogar em um pote gigante cheio de chocolate, certifique-se de que o produto não está quente e de que nenhuma pá gigante vai acertar você.
Fontes:
http://economia.uol.com.br/ultnot/bbc/2009/07/15/ult2283u1894.jhtm
Finalmente uma ação verdadeiramente responsável junho 12, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Prêmio Atitude.Tags: Amazônia, boas atitudes, Carrefour, desmatamento, ecologia, Pão de Açúcar, responsabilidade ambiental, varejo, Wal-Mart
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Hoje vi uma notícia que me deixou cheio de esperança. Tanto que me fez criar uma nova categoria aqui no blog. É legal quando isso acontece, porque há uma grande rixa entre publicitários e jornalistas. Nós, publicitários, costumamos dizer que os jornalistas são pessimistas, só querem saber de desgraça, afinal, notícia ruim é que vende jornal.
É claro que eles não deixam por menos, nos acusando de prostitutos, vendidos, porcos capitalistas e materialistas. Mas isso não vem ao caso agora. O fato é que essas rusgas não levam a nada e só empobrecem. Perder tempo com esse tipo de coisa é perder oportunidades de trabalhar em questões realmente produtivas.
Enfim, eu vi uma notícia que me deixou cheio de esperança. Esperança de que nem tudo está perdido e ainda há salvação. As maiores redes varejistas do Brasil (Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart) decidiram que, a partir de hoje, não comprarão mais carne de 11 frigoríficos acusados de comercializar gado criado em áreas de devastação da floresta amazônica.
Esta decisão foi tomada em conjunto pelas 3 empresas, após denúncias feitas pelo Ministério Público Federal e pelo Greenpeace. Os tais frigoríficos serão notificados, terão as compras suspensas e deverão apresentar guias de trânsito animal anexadas às notas fiscais, a fim de comprovar a origem da carne comercializada por eles.
O que é legal nisso tudo é a união entre concorrentes para resolver uma questão muito maior do que as de mercado. Em prol do planeta e da sociedade, suas diretorias se reuniram e assumiram um compromisso em comum.
É claro que tais atitudes são pensadas para evitar ações legais, protestos de ONG’s e a revolta dos consumidores ambientalistas e esclarecidos. Atitudes como esta de hoje só têm a contribuir para a melhora da imagem das empresas. Seria inocência pensar que tudo isso aconteceu pela boa vontade mas, independente das motivações, quem ganha somos nós.
Ganhamos porque percebemos que nossa opinião conta, que se decidirmos não comprar em certa loja porque nos atende mal ou porque não tem preocupação sócio-ambiental, ela vai perder muito. Ganhamos porque percebemos que temos poder, podemos pressionar as autoridades, quem tem dinheiro, enfim, quem acha que manda. Ganhamos porque estas certezas nos motivam e nos inspiram a questionar mais, cobrar mais e conquistar mais.
Não fiquemos parados. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance. Porque sabemos que não podemos fazer tudo sozinhos, mas se cada um fizer sua parte, juntos podemos fazer tudo.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u580142.shtml
O melhor de dois mundos: marketing e entretenimento junho 11, 2009
Posted by Daniel Aleixo in Novidades.Tags: convergência de mídias, Disney, Disney Channel, escândalo na internet, Hannah Montana, indústria do entretenimento, Jonas Brothers, marketing, Miley Cyrus, Nick Jonas, público infanto-juvenil, seriados
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Miley Cyrus. Esse nome pode não ser familiar a você, mas basta sintonizar no Disney Channel que você vai ser exposto à um milhão de chamadas para o seriado Hannah Montana, o filme Hannah Montana ou produtos licenciados com a marca (advinha!) Hannah Montana. Miley Cyrus é atriz e é a protagonista da série.
Com apenas 16 anos, Miley é apontada como a adolescente mais influente do showbussines, ficando em 35º na lista de personalidades mais influentes publicada pela revista americana Forbes. Tamanho “poder” vem do balanço registrado pela franquia Hannah Montana: 4 milhões de espectadores somente nos EUA, 1 bilhão de dólares em produtos licenciados (de cadernos à guitarras de brinquedo, passando por uma infinidade de produtos), 1 milhão de cópias vendidas do CD com a trilha sonora da série (com músicas cantadas pela própria Miley) e 33 milhões de dólares de faturamento do filme Hannah Montana: The Movie somente no fim de semana de estréia nos Estados Unidos.
São números impressionantes, ainda mais se paramos para pensar que ela mesma, a adolescente Miley Cyrus, embolsou 25 milhões de dólares no ano passado. Mas qual é o segredo para esse sucesso? Sinceramente, se eu soubesse, com certeza estaria bem melhor de vida agora… Lamentos à parte, podemos ver algumas coisas que fazem de Miley uma atriz teen diferente das outras, apesar de ser bem parecida.
A primeira questão a se observar é a convergência de mídias que envolve a franquia Hannah Montana/Miley Cyrus. O carro chefe, sem dúvida, é a série de TV, um tanto auto-biográfica, na minha opinião: uma menina que se divide entre a carreira de cantora e a vida normal de uma adolescente, indo para a escola, implicando com o irmão e se divertindo com os amigos. Tudo isso sob o disfarce de Miley (que coincidência, não?) Stewart.
A série, como já falado acima, produziu um CD com trilha sonora cantada pela própria Miley Cyrus. Este CD foi o trampolim para inúmeros shows nos EUA. O dilema central da série (vida de estrela ou vida comum) pôde ser explorado mais profundamente* em um longa metragem, o que implica em mais um CD de trilha sonora. Tudo isso acontecendo enquanto os shows ficam cada vez mais cheios e concorridos, gerando mais lucros.
Paralelamente, uma quantidade infinita de produtos licenciados permite o envolvimento cada vez maior do espectador (público na faixa dos 9 aos 13 anos de idade) com a personagem, fidelizando esse público e permitindo que haja uma sobrevida maior da marca.
É importante frisar que, apesar de parecer uma estratégia massificante (e realmente é), o que poderia gerar um desgaste da imagem da atriz, a Disney tem o trunfo da dualidade Hannah/Miley. Isto permite que haja uma divisão de eventos e produtos entre ambas (mesmo sendo a mesma pessoa), que são encaradas como produtos distintos, tanto pela empresa, quanto pelo público. Hannah é cantora, pop star, tem glamour, vida agitada de festas, premiações etc. Miley é uma garota comum, com problemas comuns. Hannah é admirada pelas pré-adolescentes, enquanto elas mesmas se identificam Miley.
Esta dupla capacidade de capturar a atenção do espectador talvez seja um dos principais fatores, agora na âmbito do entretenimento, para o sucesso milionário da atriz. Ela é uma das poucas personalidades teen que conseguem ter grande popularidade tanto com as meninas (o público óbvio) quanto com os meninos. As meninas se espelham na personagem, sonhando alto com uma vida de estrela. Já os meninos, de acordo com a revista Veja (link abaixo, de onde tirei os dados monetários e esta informação sobre meninos), adoram Miley por causa da sua beleza e seu jeito descolado e engraçado.
Outra questão importante é a sua circulação no showbiz. Ela namorou um
outro astro teen, Nick Jonas, da bandinha adolescente Jonas Brothers, fazendo duetos musicais com ele e gravando clipes, mesmo depois de o relacionamento já ter terminado. Ela também é constantemente vista em festas e eventos de celebridades, além de ser tratada com muito apreço pela Disney: sua festa de 16 anos, com vários famosos entre os convidados, fechou um parque da companhia e contou com 5 mil pessoas na platéia para o show realizado naquela noite.
Muitos atores mirins desaparecem quando crescem. Seja porque já cansaram o público com sua imagem ou porque não se renovam e ficam sem graça. Miley parece estar indo na direção oposta. A medida em que seu público original cresce, ela vai deixando transparecer sua maturidade. Aos poucos a personagem Hannah Montana vai desaparecendo, dando lugar à cantora e atriz Miley Cyrus. Os shows, que antes eram anunciados como sendo de Hannah, agora são da Miley. E o público está aceitando bem esta transição.
Paralelo a isso, ela vem preparando terreno para se tornar uma sex symbol em um futuro próximo. Já há algum tempo fotos sensuais de Miley vêm aparecendo na internet (ao mau exemplo do que vem acontecendo com tantas outras atrizes e cantoras). Algumas delas com amigas, outras com namorados e mais tantas sozinha, de biquini e lingerie.
Não quero dizer com isso que tais “vazamentos” são premeditados ou intencionais. Realmente acredito em inocência e estupidez. De qualquer forma, as pessoas tomam conhecimento disso, vêem as fotos e mudam seus pensamentos. Neste momento ela deixa de ser apenas uma menina engraçada e sapeca para ser sensual também.

Com certeza esses acidentes (que já renderam um ensaio controverso para a revista Vanity Fair, dado o caráter bem sensual das fotos) ajudarão Miley na transição de ídolo adolescente para uma estrela adulta. E os milhões continuarão a chegar.
*Quando digo “mais profundamente”, não quero dizer que seja algo reflexivo, mas apenas que a “trama” dura quase 2 horas e se baseia quase que exclusivamente neste aspecto.





