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Economia quebrada e batida de ônibus outubro 29, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Experiências.
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Ganhei sozinho na Mega-Sena, comprei um monte de títulos sub-prime do mercado imobiliário americano achando que ia me dar bem e perdi tudo. Essa foi a minha sensação quando meu ônibus bateu.

Calor ferrado, esperando um ônibus super demorado e cuja probabilidade de pegar um com ar-condicionado é tão grande quanto jogar cara e coroa 30 vezes e todas elas darem cara. A sorte parecia estar do meu lado: o primeiro ônibus que veio era de ar-condicionado! E estava vazio! Eu mal podia acreditar. E era melhor não ter acreditado mesmo.

O destino, embora eu não acredite nele, teima em me pregar peças. O ônibus bateu. Para evitar afundar a traseira de um táxi, ele preferiu acertar a árvore. Atitude bonita, que não se vê todo dia. O fato é que a batida não foi tão ruim quanto parece. O motorista só deu uma lascada na árvore e quebrou a lanterna traseira do táxi. Ruim mesmo foi ter que abandonar o conforto de fazer uma viagem sentado, no friozinho, e ter que encarar uma tortura lenta e dolorosa que seria entrar em um ônibus lotado, sem lugar para sentar e quente. Isso sem falar que eu ia perder dinheiro! Pagar 30 centavos a mais por um frescão e acabar num quentão? Tô fora!

Quer dizer, esta idéia foi de uma amiga. Ela se recusou a “perder” seus 30 centavos. Ela bateu o pé, querendo porque querendo outro ônibus de ar-condicionado. Eu, que não sou bobo nem nada, fui na dela. A gente esperou um bocado, mas por sorte um ônibus de outra linha, só que da mesma empresa e que faz quase o mesmo caminho, passou. E era de ar! A sensação foi a de recuperar parte de uma fortuna perdida, porque o ônibus também estava vazio! Conseguimos lugares sentados, quase como no ônibus que bateu. Só faltava esse bater também. Mas ia ser muita sacanagem, até para o destino.

 

Advergames e democracia outubro 17, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Advergames são uma conhecida estratégia de divulgação e experiência de marca. Consistem, basicamente, em jogos desenvolvidos (seja para consoles de videogame, computador ou sites de jogos online) para que o jogador tenha uma experiência com determinada marca ou, pelos menos, para ele ficar exposto à marca durante o tempo em que ficar jogando. A novidade está no uso dessa ferramenta na campanha política.

Jogos em que os candidatos à presidência americana são os protagonistas não são algo inédito. Vá ao site Miniclip e você encontrará um monte deles. Nestes jogos, você deve escolher um ou outro candidato (na época em que Obama e Hilary disputavam as prévias do partido Democrata, eles eram os protagonistas favoritos dos jogos) para entrar em um tiroteio ou num ringue para espancar o concorrente. Estes joguinhos inocentes funcionam, no mínimo, como uma forma de medir a popularidade ou o carisma de certo candidato diante de um público determinado (crianças que muitas vezes refletem os pensamentos de seus pais, eleitores americanos).

Agora, Obama dá um novo passo, utilizando jogos de maneira mais efetiva em sua campanha. Ele colocou um outdoor em uma das pistas do jogo de corrida Burnout Paradise. Dizem que o candidato democrata quer ampliar seu raio de ação no mundo dos games, colocando mais peças de campanha em jogos como Guitar Hero e Madden NFL 2009.

E o que a democracia tem a ver com isso? As eleições não são a “festa da democracia”? Pelo menos para publicitários (como eu), a festa ficou mais interessante. Pensar novas estratégias de divulgação é um grande desafio, ainda mais para mercados com limitações, sejam legais ou econômicas. No caso das eleições americanas, estão sendo usadas ferramentas antes impensadas. Quem diria que videogames e política iriam se combinar para promover um candidato? E mais, que isso funcionaria? 

Fonte: http://jogos.br.msn.com/noticias/propaganda-de-obama-em-game/

Olá, mundo! outubro 15, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Esse título automático é muito legal. Parece que você só “nasce” para o mundo ao criar um blog no WordPress. Algo do tipo: “Antes você não era ninguém, um anônimo. Agora com o seu mais novo blog, você ganha voz e espaço”.

É interessante se você pensar que só 11,5% dos brasileiros têm internet em casa. É claro que a porcentagem aumenta ao incluirmos todas as pessoas que possuem algum tipo de acesso à web, seja no trabalho, em casa, na lan house… 21,5%. Impressionante, não?

Mas voltemos ao início. Para se ter um blog, você precisa de tempo para escrever, postar, pesquisar vídeos e imagens legais. Convenhamos, alguém que só acessa internet do trabalho ou da lan house não tem tempo pra isso. Então descartamos 10% da população brasileira e ficamos só com os 11,5% que têm internet no aconchego do lar. São esses 22 milhões que têm potencial para criar um blog e dar um “olá” para o mundo.

Mas isso é só potência. Afinal, só há 6 milhões de blogueiros no território nacional (ou que tenham pelo menos nascido nele). Apenas 6 milhões de pessoas com “voz e espaço”. São 6 milhões de um universo de 190! Portanto, esse título automático para o primeiro post é bem escroto. 

Claro que isso não é um complô do sistema para naturalizar a exclusão social e camuflar as contradições do mundo. Por outro lado, nos faz pensar em como se dá o processo de exclusão hoje. Se antes eram os títulos de nobreza, hoje é o acesso à informação e a capacidade de trabalhar com as novas tecnologias que define quem está inserido e quem está marginalizado.

Então, aproveite bem este espaço. Se você é um dos 6 milhões, escreva, critique, esculhambe, elogie. Se você não tem um blog, participe comentando os posts, entrando em discussões e, quem sabe, faça o seu próprio blog. Vai por mim, é legal! Quem sabe esta possa ser a única forma de existir para o mundo…