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Havaianas novembro 21, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Havaianas modelos especiais, top e clássicoFazendo um trabalho para a matéria História da Propaganda, eu e meu grupo escolhemos como tema as Havaianas. Um tanto quanto lugar comum, já que Havaianas é uma marca queridinha dos brasileiros. Mesmo assim, fomos em frente com essa idéia. E vou te dizer uma coisa: nunca pensei que a história da marca fosse tão legal!

 Havaianas dispensam apresentações. Seu nome já diz tudo. Tanto que nem arrisquei um título diferente para esse post. Sucesso de vendas há 46 anos, elas já deixaram de ser simples chinelos de dedo para ser… Havaianas! Mas há um monte de coisas legais que eu descobri e que, talvez, você não saiba.

Por exemplo, o nome. Todo mundo imagina que foi inspirado no arquipélago americano. E foi! E isso é algo interessante. Na década de 1960, o Havaí era o local de férias favorito dos americanos. Havia toda uma aura de glamour em tudo que estava de alguma forma ligado ao Havaí. Esse glamour era o que o pessoal da Alpargatas (empresa que criou as “palmilhas com forquilha”) quis associar ao seu novo produto. Sim, Havaianas nasceu como uma sandália estilosa! Eu fiquei surpreso porque achava justamente o contrário: Havaianas era sandália de pedreiro. Na verdade, essa idéia veio com o desgaste e envelhecimento da marca.

Esse envelhecimento e desgaste são fáceis de compreender quando se analisa a propaganda de Havaianas durante os trinta anos que antecederam o reposicionamento da marca, em 1994. Não têm cheiro, não deformam e não soltam as tiras. Esse era o conceito da comunicação. Tudo o que foi feito, durante estas três décadas, foi criar situações em que o consumidor pudesse atestar que as Havaianas não têm cheiro, não deformam e não soltam as tiras. Trinta anos de “não têm cheiro, não deformam e não soltam as tiras”! Cá para nós, parecia que a marca não tinha mais nada pra falar. E o público percebeu, perdendo o interesse no produto. Foi aí que surgiu aquela história de sandália de pedreiro.

No final da década de 1980, a Alpargatas mudou de agência (saiu da J.W. Thompson e foi para a Talent) no intuito de reposicionar Havaianas. No entanto, só em 1994 (e após ter mudado novamente de agência, desta vez para a Almap BBDO) é que eles conseguiram efetivamente reposicionar a marca. O foco saiu do produto, sendo deslocado para o consumidor, famoso ou não.

Outra coisa bacana que descobri foi o pioneirismo da Alpargatas no que diz respeito ao merchandising. O primeiro merchandising da TV brasileira foi o das Havaianas. A marca patrocinava o programa de humor Família Trapo, que contava com nomes como Jô Soares e Golias, e aparecia em alguns episódios. Bem primitivo, mas não é muito diferente de algumas ações que a gente vê por aí.

Esse trabalho me fez perceber o quão rica pode ser a história de um produto. No caso das Havaianas, você encontra de tudo: pioneirismo de produto e estratégias de promoção, luta contra a pirataria, miopia de marketing, reposicionamento, conquista do mercado externo, etc.

Enfim, “todo mundo usa” poderia soar como um exagero comum em publicidade. Mas quando você tem um produto que está nos pés de 2 em cada 3 brasileiros, com mais de 80% de share de mercado, isto passa a ser um retrato bem fiel da realidade. Pesquisando, descobri outro número expressivo: 2 em cada 3 brasileiros compram ao menos um par de Havaianas por ano. São 2/3 de 190 milhões, o que dá aproximadamente 126 milhões de pares vendidos todos os anos só no Brasil! Se a gente for contar com o que é vendido nos EUA, França e Austrália, sabendo que alguns modelos chegam a 300 euros, imagine o faturamento anual das Havaianas.

 Ação da Havaianas em prédio de NYAção da Havaianas em prédio de NY

P.S.: Eu sei que colocar um artigo de história na seção “Novidades” é foda, mas é que o que eu aprendi com esse trabalho foi novidade, pelo menos pra mim.

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Vitória nas pistas e na política novembro 11, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Entraram para a história

 

A semana passada foi uma semana de acontecimentos inéditos. Tudo começou no domingo, com a conquista do campeonato mundial de Fórmula 1 por Lewis Hamilton. Um dia em que a história do esporte ganhou um capítulo importante.

Lewis é o primeiro piloto negro de F1. Com o título, se tornou o primeiro negro a vencer um campeonato da categoria, além de ser o mais jovem piloto a vencer a competição. São três fatos inéditos realizados por uma pessoa apenas. Sorria Hamilton, seu nome já está eternizado.

Outro personagem que fez história na semana que passou, só que dois dias depois, foi Barack Obama. Ele foi eleito presidente dos Estados Unidos, com uma participação recorde do eleitorado americano (como o voto não é obrigatório nos EUA, é um grande feito conseguir mobilizar as pessoas e levá-las às urnas). Obama se tornou, assim, o primeiro presidente negro que os EUA já tiveram.

Esta eleição, em um momento de crise econômica e incertezas, foi marcada também pela participação de imigrantes – legais, é claro – que enxergaram em Obama a esperança de um governo diferente.

Confesso que eu não gosto muito desse tipo de discurso que prega mudanças estruturais e rompimentos com a velha política. Esse discurso elegeu Lula e, sem querer julgar seu governo, que mudanças estruturais e rompimentos com a velha política ele trouxe? Nenhuma. O funcionalismo público está mais inchado do que nunca, escândalos de corrupção envolvendo os altos escalões do governo se sucedem e as velhas raposas da política brasileira continuam tomando conta do galinheiro. Nada mudou, a não ser o fato de termos eleito por duas vezes um presidente que só tem o ensino fundamental incompleto.

Por tudo isso, temo que Barack Obama seja conhecido no futuro apenas por ter sido o primeiro presidente americano negro. Temo que suas promessas de campanha, que mobilizaram tanta gente, não sejam cumpridas. Mas também temo que suas mudanças, caso existam, não sejam para melhor. É difícil imaginar algo pior do que o governo Bush, mas tudo é possível. Espero, sinceramente, que ele faça um bom governo e não decepcione seus eleitores.

Política à parte, eu achei que Obama não iria nem passar das prévias do partido. Por quê? Pelo nome, é claro. Primeiro que, na minha cabeça, os americanos jamais votariam em alguém cujo nome é assustadoramente parecido com o de Osama Bin Laden. Para minha surpresa, aquilo que eu achei que seria o maior anti-marketing do mundo, não afetou os rumos da campanha do senador democrata. Pelo contrário, parece que ninguém percebeu essa semelhança.

Confesso que achei muito engraçado ver um monte de americanos gritando e ovacionando o nome de Obama. Mas o espanto pela vitória só aumentou quando eu descobri, depois da eleição, o nome do meio de Barack Obama: Hussein. Isso mesmo, Barack Hussein Obama. O novo presidente americano carrega o nome daquele que foi um dos maiores inimigos do seu país. Quando eu li essa informação, eu caí na gargalhada! Simplesmente não consigo acreditar como esse nome não atrapalhou Barack. E pior, que ninguém percebeu isso.

Por que ninguém pensou nisso antes? novembro 10, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Eu estava procurando imagens de carrinhos de supermercado outro dia e me deparei com o Superdoor. Trata-se de uma peça publicitária colocada nas laterais do carrinho de compras. Simples, muito bem sacado e que ninguém tinha feito antes. Ou pelo menos não de maneira alardeada.

Eu vi essa nova mídia no Mundo do Marketing, onde eles falam mais sobre ela. O que chamou mesmo a minha atenção é justamente a sacada disso tudo. Pense bem: você vai fazer compras e naturalmente pega um carrinho. Nele há essa peça que anuncia um certo produto que é vendido no supermercado. Não só você passa uns bons minutos interagindo com aquele anúncio, como você o leva pelos corredores da loja, impactando um monte de outras pessoas. É genial!

Mas só porque é legal não quer dizer que não há que se pensar nos pontos contra. O primeiro de todos e talvez o mais crítico: será que o ambiente de PDV já não está saturado demais? Ao entrar em um supermercado, recebemos uma quantidade sem fim de estímulos. Luzes, cores, cheiros, sons, gostos. O mercado é um dos poucos ambientes onde a publicidade pode explorar todos os sentidos do consumidor. E talvez nesse oceano de mídias e estratégias de promoção e merchandising, mais um elemento não faça tanta diferença assim.

Outro ponto, e que tem relação com o anterior, seria a capacidade de capturar a atenção do cliente. As pessoas estão preocupadas com as compras que vão fazer, o dinheiro que vão gastar, etc. Além disso, outras mídias e estratégias estão atuando ao mesmo tempo. Este “Superdoor” vai ter que ser muito atraente para que as pessoas o percebam e muito criativo e sedutor para que as pessoas apreendam a mensagem.

Não sei como é o mercado em que estão usando o “superdoor”, mas imagino que a eficiência dele seria maior em estabelecimentos menores em tamanho, com pouco apelo de outras mídias de PDV. Em um supermercado, acredito que ia ser mais difícil se notar o anúncio, devido às dimensões da loja e o ambiente muito saturado por outras mídias.

Enfim, a idéia é foda, mas é preciso planejar. Aliás, como tudo o que você vai fazer com o dinheiro do cliente.Superdoor, o busdoor dos carrinhos de supermercado

Até o Beckham passa por isso novembro 6, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Muitas vezes, nós, homens comprometidos, somos cobrados por nossas amadas pelo fato de termos, sem querer, olhado para a bunda de outra mulher. Tem caras que se revoltam, falam que não olharam, que foi impressão dela e coisas do tipo. Outros pedem desculpas e emendam um “só olhei pra confirmar que a sua é muito mais bonita”. Estratégias à parte, não há como evitar o puxão de orelha e, dependendo do temperamento da sua garota, um esporro daqueles.

Para mostrar que mesmo as maiores celebridades não estão imunes a estes deslizes, resolvi postar as fotos abaixo. Não importa o dinheiro, a fama, a esposa ou a quantidade mulheres que corre atrás do cara. Se ele for hétero, vai olhar para a bunda alheia.

Beckham olhando discretamente

Beckham olhando discretamente

Beckham olhando descaradamente

Beckham olhando descaradamente

E Victoria, que já devia estar de antena ligada, percebeu a olhada do marido

E Victoria, que já devia estar de antena ligada, percebeu a olhada do marido

Victoria fica chateada e cabe a Beckham contornar a situação

O jogo começa: Victoria fica chateada e cabe a Beckham contornar a situação

Agora é esperar, porque quem está no controle é ela

Agora é esperar, porque quem está no controle é ela

Massa é vascaíno! novembro 6, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que o Massa fez uma excelente corrida no último domingo (2 de novembro). Aliás, seu campeonato foi surpreendente, já que começou muito mal. Muitos entendidos diziam que Massa não teria um papel de destaque nesta temporada. Mas o cara se recuperou, foi ganhando pontos e corridas preciosos e chegou ao último GP com chance de ser campeão. Uma chance bem pequena, mas que foi realidade por alguns metros. Felipe Massa fez o dele. Infelizmente (para ele) a sorte não estava do seu lado. Coisas da vida, ele ainda é novo, tem uma longa carreira pela frente, blablabla etecétera e tal.

Também gostaria de dizer que o meu intuito não é ofender o Vasco e seus torcedores. Só estou usando o gancho da brincadeira que foi feita com o Hamilton. Aliás, é este o tema do post.

urigeller

Foi o Hamilton que começou com a historinha. Ele foi visitar o Uri Geller antes de vir para o Brasil, numa espécie de consulta ou aconselhamento espiritual. Se você não sabe quem é Uri Geller, não se sinta mal. Ele é o rapaz aí do lado, um pseudo-paranormal que dizia ser capaz de entortar colheres e chaves usando apenas sua mente. Como todos que se diziam capazes de fazer coisas parecidas, as pessoas acabaram descobrindo que era tudo mentira.

 

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Aí veio o Massa com a história da cueca. Superstição por superstição, ele também tinha a dele. E não era nada singela. O que o Massa faz é usar a mesma cueca do treino classificatório na corrida. Agora imagina: depois de suar horrores naquele carro apertado e ter comido aquele monte de carboidrato para repor as energias (acreditem, eles perdem muitas calorias dirigindo), como é que não deve ficar o estado da peça íntima?. E depois da corrida? Nessas horas imagino toda a força que um piloto faz nas curvas mais acentuadas, nas ultrapassagens mais difíceis. É aí que “acidentes” podem acontecer. Mas este pode ser tema de outro post, quem sabe?

Bom, aí as equipes vieram para o Brasil. Os pilotos mais badalados tiveram que cumprir uma grande agenda de compromissos os mais variados. Num desses compromissos, Lewis Hamilton foi alvo das famosas urucubacas brasileiras. Além de gatos pretos de pelúcia, ele foi presenteado com uma camisa do Vasco. Não seria nada de mais se não tivesse sido um humorista que tivesse feito o “agrado” ao piloto.

Vou explicar para o caso de você não ser carioca. A brincadeira que corre é que o Vasco nunca se sagra campeão, é sempre vice. As torcidas dos outros times sempre cantam o “vice de novo” em provocação à torcida alvinegra. O que esse cara quis dizer com o presente (é fato que o Hamilton não entendeu nada) é que o piloto inglês seria vice-campeão. Campeão mesmo era o Massa. Mas como já dizia um velho sábio do esporte, “se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminava empatado”. 

015815067-in00E quem acabou sendo o vascaíno da vez foi o Massa. E tanto os torcedores do Vasco quanto aqueles que odeiam o clube vão concordar comigo. Quer ver? A torcida vascaína gosta de cantar que o time deles é o “time da virada”. Algo do tipo: pode começar perdendo, mas sempre vira no final. 

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O Felipe, por alguns instantes, foi o campeão. Vettel ultrapassou Hamilton, deixando-o em 6º lugar e sem o título. Isso há 3 curvas do fim. Uma virada épica, de dar orgulho a qualquer torcedor. Só que a alegria não durou mais que 500 metros. Glock foi ultrapassado por Vettel e Hamilton, o que devolveu a 5ª colocação e o título ao inglês. Uma reviravolta de decepcionar qualquer um, mesmo os mais acostumados com a idéia.

Por tudo isso, concluí que o Hamilton deveria dar o presente que recebeu para o Felipe. Fica mais contextualizado assim.

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