jump to navigation

Cuidado: fantasma pode virar assombração maio 26, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Protestos.
Tags: , , , , , , , , ,
1 comment so far

Esse post é, na verdade, um resgate de algo que ocorreu já há algum tempo (acho que ano passado). E serve de dica para quem está trabalhando em Agência de Publicidade.

Nosso meio, todo mundo sabe, mexe com o ego das pessoas. Ainda mais quando há milhões de reais (ou dólares) envolvidos e criações que são vistas por milhares de pessoas. Mas nada é mais capaz de exacerbar essa cultura narcisista do que prêmios.

Não me entenda mal. Prêmios são muito legais! A questão é: será que vale fazer de tudo pra levar um troféu pra casa? Se esse “tudo” significa dar o máximo de si, suar a camisa e conseguir fazer e aprovar com o cliente uma puta campanha, acho que vale tudo sim. Mas se esse “tudo” for, por outro lado, passar por cima das pessoas, seja do cliente e da imagem de sua empresa, seja do público, que pode ser ofendido ou ultrajado com elementos de mau gosto, aí eu acho que não.

Isso nos leva aos fantasmas, que são anúncios não aprovados pelo cliente (porque não gostou, porque estaria fora do orçamento ou simplesmente porque não houve uma apresentação da peça). Esse tipo de anúncio tem por característica o fato de a criação não ter limitações (de briefing, de atendimento/planejamento e de cliente) para executar a peça, abusando da criatividade (para o bem ou para o mal).

A criatividade é, sim, uma faca de dois gumes. Há anúncios fantasmas absolutamente geniais, que você lamenta por nunca terem sido veiculados. Mas há outros que são um show de mau gosto e apelo. Para não arriscar ter surpresas desagradáveis, muitos festivais de publicidade profissionais não estão mais aceitando inscrições de peças fantasmas.

Os brasileiros, espertos que são, arrumaram logo um jeitinho de driblar essa restrição. Como é considerado anúncio fantasma aquele anúncio que jamais foi veiculado, as agências bancam a veiculação das peças, mesmo sem consentimento do cliente, só pra poderem inscrever suas obras mais “criativas”. É claro que, com a internet, muitas vezes nem é preciso gastar dinheiro, basta postar os anúncios em algum site ou blog.

Aí começam os problemas. Se caiu na rede, alguém vai acabar vendo (olha a dica aí, garotas). E o risco de um fantasma tornar-se um viral é grande, visto que os internautas adoram repassar para os amigos coisas engraçadas, inusitadas, toscas, mas acima de tudo, protestos. É impressionante a quantidade de coisas criticadas pelas pessoas na internet e, não raro, os discursos negativos assumem proporções maiores do que os positivos. Olha o risco de sujar a imagem do cliente com uma brincadeira “inocente” ou com aquela puta idéia que daria um prêmio.

Foi o que aconteceu com a Salles Chemistri, agência de São Paulo que na época tinha a conta da Itambé. O pessoal da agência fez uma campanha para o iogurte Fit Light seguindo o título “Esqueça: o gosto dos homens nunca vai mudar”, com um objetivo que desconheço: seria um exercício de criação, uma brincadeirinha interna que caiu sem querer na internet ou uma tentativa de ganhar prêmio? Pessoalmente, acho que está mais para Desencannes do que para um festival sério de publicidade. Uma bela forma de se perder uma conta. Enfim, tire suas próprias conclusões:

Anúncio Itambé Fantasma 1

Anúncio Itambé Fantasma 2

Anúncio Itambé Fantasma 3

Essas peças caíram na internet, gerando comentários indignados, e rapidamente a Itambé botou seu departamento de Relações Públicas para trabalhar e publicou uma justificativa para o incidente. Neste caso, como não poderia deixar de ser, eles jogaram para a agência toda a responsabilidade pelos anúncios, se eximindo de qualquer participação no processo de criação dos mesmos. Vale notar que a estratégia utilizada para disseminar o comunicado foi a dos famosos links patrocinados, totalmente alinhada com a natureza da divulgação das peças: rápida e gerando grande repercursão no meio on-line. Segue o printscreen do comunicado no site oficial da Itambé:

Comunicado Itambé

Moral da história: todo cuidado com os fantasmas porque, se você mexer demais com eles, pode acabar tendo que chamar um exorcista. E neste caso, quem é exorcizado da agência é o criativo.

Vídeos interativos no YouTube maio 18, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
Tags: , , , ,
1 comment so far

Vídeos interagindo com outros vídeos. Não estou falando de uma orgia eletrônica, mas de uma inovação feita pelo YouTube já há algum tempo.

Trata-se de links, que podem ficar apenas por alguns segundos ou permanecer por toda a duração do vídeo e que te remetem para outros vídeos hospedados no site. Você pode apenas ligar vídeos com temas afins ou até criar verdadeiras redes, onde a cada clique o espectador muda o rumo de uma história, por exemplo.

Claro que esta nova possibilidade vai poder ser usada em muitas ações publicitárias daqui para a frente. Afinal, a interatividade está na boca do povo e tudo que o público gosta ou se interessa, nós publicitários tratamos de usar em alguma campanha!

Postei um exemplo disso tudo que falei. Trata-se de uma caça aos ovos de Páscoa. A dinâmica do jogo é simples. Uma menina está em um quarto bem bagunçado e há links em uma série de lugares onde pode haver chocolate escondido. Tudo o que você tem a fazer é escolher um desses lugares e clicar. Em seguida você será redirecionado para outro vídeo, onde a protagonista vai conferir se o lugar que você apontou tinha algo escondido.

Uma boa idéia para a campanha de Páscoa do ano que vem da Nestlè ou da Garoto.

Viral ou apenas um show de mau gosto? maio 10, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
Tags: , , , , , , , , ,
add a comment

Com quase 1 milhão de views no Youtube, o vídeo “Eu sou Stefhany” (sim, com “F” e “H”) está causando sensação. Embora a maior parte das pessoas assista ao “clipe” para dar umas boas gargalhadas do nível de tosqueira a que um ser humano pode chegar, é possível perceber uma coisa interessante: por que Cross Fox?

Além de aparcer na letra (em uma parte que se repete várias vezes ao longo da canção), há inúmeras tomadas no interior e fora do carro, sempre com o cuidado de deixar a logo da Volkswagen em evidência, seja no volante ou na frente do carro. É algo para se pensar, já que o princípio de um viral é, justamente, ser um vídeo engraçado ou com algo impressionante para que quem veja tenha vontade de repassar para todos os seus amigos.

No caso de “Eu sou Stefhany”, isto tem funcionado bem, porque um monte de gente já veio me mostrar mais essa pérola Youtubeana. Assista e tire suas próprias conclusões.

Já sou referência de artigo no Wikipédia!! maio 10, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
Tags:
add a comment

Esta semana eu me tornei referência do artigo do Wikipédia sobre Havaianas! Este é um motivo de orgulho, já que o meu post Havaianas é um dos mais lidos em aqui no Ou seja, Power Rangers!. Obrigado a todos, por lerem e acompanharem meus posts!Referência

Comer em fast food já é seguro novamente maio 6, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Bizarrices, Reflexões.
Tags: , , , ,
add a comment

Passamos anos de nossas vidas ouvindo as críticas feitas aos restaurantes fast food. Esquerdistas engajados acusando estas empresas de serem disseminadoras do ideal hegemônico estadunidense. Médicos, nutricionistas e toda sorte de profissionais da área de saúde alertando para o fato de que a comida servida em tais estabelecimentos mal poderia ser chamada de comida. Até documentários já foram feitos no sentido de demonstrar os perigos de uma dieta regada a lanches altamente gordurosos.

Mas essa história está prestes a mudar. O Mc Donald’s, a maior e mais famosa rede de restaurantes fast food, acaba de iniciar um programa que promete agregar valor à marca, no que diz respeito à responsabilidade social.

Na cidade de Granges-Paccot, na Suíça, uma menina de 7 anos encontrou entre as batatas fritas, um pacote de camisinha aberto. Só dez horas depois da compra é que a mãe procurou a polícia, o que dificultou a perícia do artefato. Uma coisa foi assegurada: o preservativo “não foi usado em uma relação sexual completa”.

Este caso nos faz refletir sobre muitas coisas. Primeira de todas: o que seria “relação sexual completa”? O usuário fez tudo e só não chegou lá porque as batatas tinham ficado prontas? Ou será que só tinha dado tempo de colocar a camisinha, sem nem conseguir colocar na portinha? Muito impreciso, muito impreciso…

Segundo ponto: por que será que a mãe demorou tanto tempo pra ir à polícia? Tá certo que ela alegou ter levado o lanche para viagem e que a filha demorou a começar a comer. Mas dez horas??? Imagina o estado do lanche, frio, amassado e murcho. Nem precisava ter uma camisinha usada para ser nojento.

Esta demora nos leva à terceira questão: como será que a mãe se saiu em uma situação dessas? É claro que as crianças hoje já não são tão inocentes como já foram outrora. Elas sabem de coisas que a gente só foi descobrir depois de velho. Mesmo assim, não consegui tirar da cabeça que, talvez, esta tenha sido a primeira vez que aquela mãe teve que falar de sexo com a filha.

– Mãe, olha o que eu achei na batata!

– Filha! O que é isso?!

– É brinde, mãe. No Mc Lanche Feliz também tem brinquedo.

– Me dá isso aqui! Agora!

– Mas por quê, mãe? O que é isso?

– Isso aqui é… hum… ahn…

– Mãe?

– Ah, isso é uma… uma…

– Uma o quê?

– Uma… um…

– Fala logo, mãe!

– É uma coisa que se usa quando dois adultos… hum… se conhecem e, bem, querem ficar um tempo um com o outro para… para se conhecer melhor e… e… e fazer coisas que só podem fazer num lugar, assim, sem ninguém…

– Você tá falando de sexo?

– Como é que é??

– É, mãe, a professora já falou sobre isso na escola. E faz tempo que você não conhece ninguém, né?

– …

Este, que é um momento temido pelos pais, pode ficar muito mais fácil com a ajuda do Ronald. Afinal, quem melhor do que um palhaço para ensinar educação sexual?

Venda casada: compre uma batata grande e ganhe uma surpresa maior ainda!

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultnot/2009/05/05/ult1767u144939.jhtm