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Buzz e Mídia Espontânea setembro 8, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Muito se fala em buzz e mídia espontânea. Para quem não sabe, estes dois termos (muito usados por publicitários e profissionais de marketing) refletem exatamente o momento em que vivemos, onde as pessoas deixam de ser meras espectadoras e consumidoras de informação para se tornarem também produtoras de conteúdo.

Os blogs, YouTube, Flickr, entre outros, são ferramentas acessíveis a qualquer um que tenha internet. Com eles você pode divulgar sua produção de graça! Claro que, se você grava um vídeo, vai precisar de uma câmera. E câmeras custam dinheiro. Mas o ato de publicar (aqui no sentido de tornar público), que antes era impensado, porque caro, agora se torna, digamos, mais democrático.

Além da divulgação de trabalhos, a internet possibilitou novas formas de relacionamento interpessoal: as redes sociais.

As redes sociais são na verdade grandes sites de relacionamento, onde pessoas se cadastram e criam suas páginas pessoais. Estas páginas (ou perfis) vão conter toda a informação que o usuário deseja compartilhar com o resto do mundo, além de viabilizar a formação de um grupo de contatos (amigos, seguidores, etc). Assim, você pode se corresponder com inúmeros usuários daquele site, trocando informações, mensagens, arquivos, links, etc.

A grande questão é que se descobriu que algumas notícias (principalmente boatos) se alastram de maneira surpreendente nas redes sociais, gerando grande repercursão. A este “burburinho” causado por algum fato ou notícia se deu o nome de “buzz”.

O buzz começou a ser considerado por muitos como uma boa medida do sucesso de uma campanha ou ação publicitária. Quanto maior o buzz gerado, maior o sucesso da estratégia de comunicação. Não que isto seja algo novo. Sempre se pesquisou a opinião do público com relação à uma campanha. Mas a pesquisa de opinião é, por natureza, um processo lento, pois deve ser cuidadosamente executado e aferido. Na internet, por outro lado, é possível ter uma resposta quase imediata das reações do público (lembre-se de que o público que acessa a internet regularmente é ainda muito pequeno e restrito às classes mais altas; assim, a opinião coletada neste meio reflete a opinião de uma pequena parcela da população).

Com a internet também foi possível estimular o buzz. Como? Criando ações específicas para essa finalidade. Surgiram assim os virais.

Um viral pode ser um vídeo, uma apresentação de slides que enviam por e-mail, uma foto, uma história. O que vai caracterizar o viral não é a forma em si, mas a capacidade deste material estimular as pessoas a repassarem a mensagem para seus amigos. Funciona assim: você é exposto ao viral, acha bacana por qualquer motivo e sente uma vontade louca de mostrar pra todo mundo. Pronto, gerou buzz. Uma coisa muito importante sobre os virais é que, não importa o que seja, ele estará SEMPRE divulgando um produto, serviço ou marca.

A outra expressão de que trata este post é “mídia espontânea”. A rigor, mídia espontânea seria a possibilidade de conseguir espaço de mídia para o anunciante, sem pagar por isso.

As agências compram espaço nos veículos de informação (canais de TV, emissoras de rádio, sites, jornais, revistas) para veicular seus anúncios. Este espaço é caro, sendo mais caro quanto maior for a audiência ou o alcance daquele meio (espaço publicitário em TV é mais caro que em rádio; espaço publicitário na Globo é mais caro que na Rede TV).

Portanto, mídia espontânea seria um jeito de driblar essas transações e fazer sua marca aparecer na mídia de graça. O grande problema é que, no mundo dos negócios, nada é de graça. Então, ou se investe em assessoria (que custa dinheiro e acabaria com o princípio da espontaneidade) para divulgar uma certa ação, ou se criam ações e situações realmente inusitadas, que mobilizem as pessoas e despertem o interesse dos grandes meios de comunicação em noticiá-los.

Uma boa forma de gerar mídia espontânea é criando boatos. As pessoas adoram uma fofoca, principalmente se algum famoso (que pode ser ou vir a se tornar garoto propaganda) estiver envolvido. Esse tipo de notícia se alastra (veja o caso do sumiço de Belchior) e chama a atenção da mídia. No final das contas, é tudo um  esforço para divulgar uma marca.

Enfim, mídia espontânea de verdade só acontece se houver muito buzz. Mas não se engane: não é qualquer ação que vai sair num grande veículo de comunicação. A maior parte das mídias espontâneas são geradas em blogs, sites de notícias (especializados ou não), Twitter, etc. É na internet que a mídia espontânea floresce e onde se colhe os melhores frutos (frase beeeeem criativa, né?). Portanto, fiquem atentos às novidades na web. Ainda há muito a ser feito e, com certeza, muito a ser explorado.

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