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Marketing pessoal viral – Uma nova forma de conseguir um emprego março 24, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Uma das formas de se atestar o sucesso de uma campanha ou estratégia publicitária é observar sua repercussão na sociedade. Muitas vezes as pessoas incorporam slogans e bordões ao seu cotidiano, transformando aquilo que era uma mensagem publicitária em uma gíria de uso corrente.

Algumas dessas expressões caem em desuso, mas outras resistem aos modismos e permanecem na boca do povo. Quem nunca se referiu a alguma coisa muito útil como tendo “mil e uma utilidades”? Taí o slogan do Bombril, criado pelo redator Edmur de Castro Cotti, da McCann Erickson, ainda nos anos 50. Ou quem sabe você, sem graça de dizer que algo não é tão bom assim, utilizou a expressão “não é uma Brastemp” (criado pelo publicitário Ricardo Freire, da Talent, em 1990)?

Os exemplos são tão variados quanto as estratégias publicitárias existentes. Jingles, falas de personagens criados em comerciais de TV e rádio e até advertências legais, como o “Aprecie com moderação” de anúncios de bebidas alcoólicas (dê uma olhada nos álbuns do Orkut de mulheres e homens, digamos, um tanto convencidos de sua beleza) são lembradas e repetidas pelas pessoas.

O que é novidade é a apropriação de formatos e estratégias comunicacionais pelas pessoas comuns. Já há algum tempo, teóricos vem chamando atenção para o fato de que, com todas as possibilidades trazidas pela internet, os consumidores de informação se transformaram também em produtores. Uma prova disso é o fato de que agora, neste exato minuto, você está lendo este artigo, escrito por alguém que não é jornalista ou escritor profissional.

Os avanços tecnológicos também ajudaram nessa “democratização” da produção de conteúdo. Câmeras digitais estão cada vez melhores e mais baratas, celulares estão cada vez mais multifuncionais e mais eficientes, etc.

O lado ruim disso tudo é que não há um controle sobre o que é produzido, o que resulta em informações inconsistentes, amadorismo em fotos e vídeos e uma conseqüente queda geral na qualidade do que se vê por aí na rede. Mas o grande barato da “democratização da produção de conteúdo” está justamente na variedade de coisas que surgem, nos seus desdobramentos e seus reflexos, por exemplo, na publicidade.

Eu dei esta volta para cair na questão do marketing viral. Em poucas linhas, esta estratégia consiste na apropriação de uma estética amadora pela publicidade, de modo a criar vídeos (principalmente, mas podem ser fotos, slides ou textos) que, de alguma forma, promovam uma certa marca ou produto sem “dar na vista”.

Então você vai assistir a vídeos que registram imagens incríveis, coisas surreais e cenas engraçadas, tudo para promover algo. Estes vídeos precisam ter essas características para que gerem em quem os assiste a vontade de mostrá-los para seus amigos, que devem sentir o mesmo impulso e fazer o mesmo (daí o nome viral, que passa de uma pessoa a outra).

Pois bem, se o que as pessoas estão postando na internet está sendo absorvido pela linguagem publicitária, o inverso também está acontecendo. No caso do marketing viral (como eu disse antes, uma apropriação da linguagem amadora tão comum na internet), a sua apropriação pelas pessoas comuns gerou uma espécie de marketing pessoal viral.

O vídeo “Mark by Ben” é, sem dúvida, um exemplo perfeito dessa apropriação. Ben é um garoto de 14 anos, toca bateria e é real. Seu pai, Mark, também real, foi vice-presidente de marketing da NHL (a liga de hóquei americana) e agora se encontra desempregado.

Ben teve a idéia de fazer um vídeo no qual exaltaria as qualidades de seu pai, como pessoa e como profissional. Ele escreveu o roteiro e, com uma pequena ajuda de Mark, filmou, editou e colocou o filme no Youtube.

Hoje, com mais de 80 mil views, o vídeo, aparentemente despretensioso (como todo bom viral), atingiu o target e deu à Mark a oportunidade de fazer entrevistas de emprego para várias empresas. Na descrição do Youtube ainda é possível acessar o site markbyben.com, onde estão hospedados o vídeo e o currículo de Mark. Uma campanha de sucesso!

Fontes:

http://www.portaldapropaganda.com/noticias_dia/2006/06/14/0001

http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020606/vid_mat_060602_7.htm

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/asp2705200399.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u539330.shtml

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Essa eu tenho que comentar! dezembro 7, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Protestos.
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É um absurdo. Ele não se manca! Eu não acho que isto seja questão de ser simples ou vir de família humilde.

Desculpe começar assim tão de repente, mas é que eu fiquei indignado com o último discurso do Lula. Como se não bastasse  essa postura de ignorar a crise, ele ainda me vem com as metáforas mais toscas e, de quebra, ainda mete um palavrão na história? Nada contra palavrões. Eu adoro palavrões! Eles fazem parte do meu vocabulário e não consigo viver sem eles. Mas o Lula é o presidente do Brasil, puta merda! Ele tem que mostrar algum respeito pelo cargo que ocupa, porra!

Mas é claro que muitos defensores do boçal que temos como presidente vão se apressar em dizer que ele não teve instrução, que vem de família humilde, pobre, etc, etc, etc.

Ele teve uma história sofrida sim, mas teve a oprtunidade de se tornar líder sindical e político. E todos nós sabemos que estas não são posições onde se ganha pouco. Lula podia, ao menos, ter usado uma pequena parcela do que ele ganhou para recuperar o tempo perdido, estudar, se formar e, quem sabe fazer uma faculdade. Mas ele escolheu a ignorância. E usa essa ignorância como escudo para quem diz que ele é burro, incapaz e despreparado.

“É culpa do sistema educacional falho que temos em nosso país”, é o que dizem quando criticamos seus episódios “pitorescos”. “Coitado, ele é um vencedor por chegar onde chegou, mesmo não tendo educação”. Lula é um vencedor sim, mas é um acomodado também. 

“Pra que estudar? Olha o que eu já conquistei só tendo a quarta série (agora quinto ano)! Pra quê eu vou esquentar a minha cabeça com esse negócio de escola, faculdade.” Esse podia ser o pensamento dele e, sinceramente, não acho que eu esteja muito longe da verdade.

O problema disso tudo é que os eleitores de Lula das classes média e alta, gente “instruída”, não percebem a gravidade desse tipo de atitude. Não vou falar aqui do (mau) exemplo que ele pode dar às crianças no que diz respeito à relação estudo/sucesso. Isso é argumento velho e ultrapassado: as crianças de hoje não sabem nem quem é Lula. Só querem saber de video game, internet e sacanagem. Mas isso é outra história.

O que eu quero dizer aqui é que me revolta essa incoerência das pessoas, essa hipocrisia. Enquanto o nosso presidente fala um monte de merda, todo mundo ri, acho bonitinho e tal. Mas vai você falar besteira perto de alguém da “alta sociedade”. Te olham torto, dão aquele sorriso de desprezo e tratam de sair de perto. Hipocrisia.

Outra situação: você está andando na rua e vem uma pessoa te pedindo dinheiro pra qualquer coisa (remédio, leite pro filho, comida). O que muita gente faz? Ignora e sai pensando (ou comentando com o seu acompanhante): “Se tivesse pedido comida eu até pagava um PF pra ele, mas ele quer dinheiro pra encher a cara, pra usar droga. Esse povo é acomodado. Se acostumou a pedir, não procura um trabalho, não estuda. É mais fácil pedir dinheiro na rua. Por isso que eu não dou mesmo.” Esse discurso da acomodação naturalmente não vale para o nosso querido presidente. Ele é um vencedor!

A minha opinião é que o Lula é igual aos mendigos que pedem dinheiro por comodidade. Esses mendigos preferem ficar na rua do que ir para um abrigo, estudar e conseguir um emprego. Analogamente, o Lula prefere vestir a camisa de ter só até a quarta série do ensino fundamental, usando isso para formar sua imagem de pessoa sofrida, lutadora. “Olha onde cheguei”. Além de despertar uma certa pena das classes mais altas, como eu já falei aqui.

Enfim, este último discurso de Lula só me revoltou ainda mais. Não pela ignorância, mas por ele ter tido a oportunidade de estudar que muitos passam a vida apenas sonhando e tê-la jogado fora. Não devemos ter pena de alguém que teve a oportunidade de mudar e não quis.