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Vitória nas pistas e na política novembro 11, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Entraram para a história

 

A semana passada foi uma semana de acontecimentos inéditos. Tudo começou no domingo, com a conquista do campeonato mundial de Fórmula 1 por Lewis Hamilton. Um dia em que a história do esporte ganhou um capítulo importante.

Lewis é o primeiro piloto negro de F1. Com o título, se tornou o primeiro negro a vencer um campeonato da categoria, além de ser o mais jovem piloto a vencer a competição. São três fatos inéditos realizados por uma pessoa apenas. Sorria Hamilton, seu nome já está eternizado.

Outro personagem que fez história na semana que passou, só que dois dias depois, foi Barack Obama. Ele foi eleito presidente dos Estados Unidos, com uma participação recorde do eleitorado americano (como o voto não é obrigatório nos EUA, é um grande feito conseguir mobilizar as pessoas e levá-las às urnas). Obama se tornou, assim, o primeiro presidente negro que os EUA já tiveram.

Esta eleição, em um momento de crise econômica e incertezas, foi marcada também pela participação de imigrantes – legais, é claro – que enxergaram em Obama a esperança de um governo diferente.

Confesso que eu não gosto muito desse tipo de discurso que prega mudanças estruturais e rompimentos com a velha política. Esse discurso elegeu Lula e, sem querer julgar seu governo, que mudanças estruturais e rompimentos com a velha política ele trouxe? Nenhuma. O funcionalismo público está mais inchado do que nunca, escândalos de corrupção envolvendo os altos escalões do governo se sucedem e as velhas raposas da política brasileira continuam tomando conta do galinheiro. Nada mudou, a não ser o fato de termos eleito por duas vezes um presidente que só tem o ensino fundamental incompleto.

Por tudo isso, temo que Barack Obama seja conhecido no futuro apenas por ter sido o primeiro presidente americano negro. Temo que suas promessas de campanha, que mobilizaram tanta gente, não sejam cumpridas. Mas também temo que suas mudanças, caso existam, não sejam para melhor. É difícil imaginar algo pior do que o governo Bush, mas tudo é possível. Espero, sinceramente, que ele faça um bom governo e não decepcione seus eleitores.

Política à parte, eu achei que Obama não iria nem passar das prévias do partido. Por quê? Pelo nome, é claro. Primeiro que, na minha cabeça, os americanos jamais votariam em alguém cujo nome é assustadoramente parecido com o de Osama Bin Laden. Para minha surpresa, aquilo que eu achei que seria o maior anti-marketing do mundo, não afetou os rumos da campanha do senador democrata. Pelo contrário, parece que ninguém percebeu essa semelhança.

Confesso que achei muito engraçado ver um monte de americanos gritando e ovacionando o nome de Obama. Mas o espanto pela vitória só aumentou quando eu descobri, depois da eleição, o nome do meio de Barack Obama: Hussein. Isso mesmo, Barack Hussein Obama. O novo presidente americano carrega o nome daquele que foi um dos maiores inimigos do seu país. Quando eu li essa informação, eu caí na gargalhada! Simplesmente não consigo acreditar como esse nome não atrapalhou Barack. E pior, que ninguém percebeu isso.

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Advergames e democracia outubro 17, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Advergames são uma conhecida estratégia de divulgação e experiência de marca. Consistem, basicamente, em jogos desenvolvidos (seja para consoles de videogame, computador ou sites de jogos online) para que o jogador tenha uma experiência com determinada marca ou, pelos menos, para ele ficar exposto à marca durante o tempo em que ficar jogando. A novidade está no uso dessa ferramenta na campanha política.

Jogos em que os candidatos à presidência americana são os protagonistas não são algo inédito. Vá ao site Miniclip e você encontrará um monte deles. Nestes jogos, você deve escolher um ou outro candidato (na época em que Obama e Hilary disputavam as prévias do partido Democrata, eles eram os protagonistas favoritos dos jogos) para entrar em um tiroteio ou num ringue para espancar o concorrente. Estes joguinhos inocentes funcionam, no mínimo, como uma forma de medir a popularidade ou o carisma de certo candidato diante de um público determinado (crianças que muitas vezes refletem os pensamentos de seus pais, eleitores americanos).

Agora, Obama dá um novo passo, utilizando jogos de maneira mais efetiva em sua campanha. Ele colocou um outdoor em uma das pistas do jogo de corrida Burnout Paradise. Dizem que o candidato democrata quer ampliar seu raio de ação no mundo dos games, colocando mais peças de campanha em jogos como Guitar Hero e Madden NFL 2009.

E o que a democracia tem a ver com isso? As eleições não são a “festa da democracia”? Pelo menos para publicitários (como eu), a festa ficou mais interessante. Pensar novas estratégias de divulgação é um grande desafio, ainda mais para mercados com limitações, sejam legais ou econômicas. No caso das eleições americanas, estão sendo usadas ferramentas antes impensadas. Quem diria que videogames e política iriam se combinar para promover um candidato? E mais, que isso funcionaria? 

Fonte: http://jogos.br.msn.com/noticias/propaganda-de-obama-em-game/