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Homens e mulheres a um passo da igualdade abril 17, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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As mulheres lutaram muito ao longo do século XX para conquistar direitos iguais aos dos homens. Lutaram e continuam lutando.

Hoje, em pleno século XXI, as promessas de liberdades e avanços, não só tecnológicos, mas jurídicos e morais, ainda não foram totalmente cumpridas. Para falar a verdade, algumas delas estão bem no comecinho.

De qualquer forma, as mulheres, por maiores que sejam os preconceitos e discrepâncias salariais, têm conquistado vitórias importantes. Pois vejam só. Há alguns posts, eu externei o meu protesto contra o ato absurdo que foi o padrasto estuprar a própria enteada de 9 anos.

Esse caso hediondo me fez pensar nas possibilidades não tão hediondas de o inverso acontecer. Ao invés de um homem ser o agressor, ser na verdade a vítima de um estupro realizado por uma mulher.

Isso mesmo, uma mulher estuprando um cara. E não estou falando de “mulheres” que escondem certos “atributos” e enganam pessoas inocentes como o Fenômeno. Nem de “mulheres” com “a” Rebecca Gusmão, da natação brasileira, que foi banida por uso de anabolizantes (o que ela negou até o fim, dizendo ter nascido assim, e recebendo apoio de seu namorad”o”, que disse achá-la linda do jeito que “ela” é). Estou falando de uma mulher mesmo,  normal, feminina e delicada, daquelas que dão gritos alucinados quando quebram uma unha.

Neste momento você deve estar pensando o que eu pensei quando me vi refletindo sobre isso: “Óbvio que não”. Pois é. Hoje eu vi uns vídeos que me fizeram reconhecer que esse “Óbvio que não” era puro preconceito. Parabéns, mulheres! Mostrem para nós o quanto estamos errados!

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A nova inquisição: estuprador vai pro céu e médico vai pro inferno março 7, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Protestos.
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Eu poderia começar de várias maneiras, mas vou fazer isso pelo fim. Há alguns posts atrás eu critiquei o Lula. Hoje vou elogiá-lo. Elogiar nosso digníssimo presidente por ter feito o primeiro comentário inteligente de sua vida sobre um caso polêmico.

Perguntado sobre a decisão da Igreja Católica de excomungar os médicos responsáveis por fazer um aborto numa menina de 9 anos, estuprada pelo padrasto, ele disse: “Os médicos estão mais certos do que a Igreja, em salvar a vida dessa menina. Salvar não, porque o trabalho psicológico que deverá ser feito pode demorar décadas até que ela volte a normalidade”.

Uma menina de 9 anos, em Pernambuco, foi estuprada pelo padrasto e engravidou. De gêmeos. A mãe, católica, deu autorização para a operação de retirada dos fetos, sendo atendida por uma equipe de médicos, em sua maioria, católicos. O caso, amparado pela lei brasileira, que diz que uma mulher, vítima de violência sexual ou cuja gravidez ofereça risco de vida para si mesma, tem o direito de fazer o aborto, seria apenas mais um triste caso de violência sexual em casa, não fosse pela declaração do arcebispo de Recife e Olinda.

Este senhor comunicou que a Igreja iria excomungar os médicos e a mãe da menina por terem, respectivamente, feito e autorizado a operação. Como se não bastasse, ainda disse que o estuprador não seria excomungado porque, apesar de ser um criminoso e pecador, havia pecados mais graves, como o aborto. E, óbvio, o estupro não está na lista de pecados que, caso cometidos, levam à excomunhão de seu praticante.

Agora, vamos entender algumas coisas. A Igreja Católica, assim como outras religiões possui regras, dogmas e um código de conduta para seus seguidores. Quando algum deles é quebrado por um fiel, este deve ser punido de alguma forma. Nada mais justo, já que para uma vida em comunidade você deve se submenter a regras, do contrário tudo vira uma bagunça. Portanto, a Igreja agiu certo em punir os fiés envolvidos. Se ela prega algo, deve defender isso.

Os problemas começam com a forma como esse comunicado é feito para o público. Ao invés de explicar que, pelas regras da Igreja, os fiés envolvidos foram punidos, o arcebispo simplesmente colocou as coisas como se todo mundo fosse católico e que aquilo que ele estava dizendo estava de acordo com a constituição. Bom, as coisas não são bem assim.

A Igreja Católica, assim como outras religiões (não todas), acredita que no momento da concepção já há vida. Portanto, o ato de abortar uma gravidez seria igual ao homicídio. Até aí tudo bem, é uma crença religiosa que deve ser respeitada. O problema está em impor uma crença como verdade absoluta. TODOS têm o direito de acreditar no que QUISEREM. E NINGUÉM tem o direito de impor suas crenças aos outros. Como eu disse, você acredita no que quiser.

Para concluir este assunto polêmico: o Estado deve ser laico, o que significa ser totalmente separado de qualquer religião. Isso significa uma constituição que respeita as diferenças e as escolhas religiosas de cada cidadão. Assim, um católico não precisa se submeter à leis baseadas no islamismo ou vice-versa, simplesmente porque as leis não se baseiam nesta ou naquela religião, mas sim em um código que mantém os indivíduos em um estado de ordem, mas dando a eles a liberdade para conduzirem sua vida.