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Barrichello é botafoguense! julho 14, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Rubens Barrichello veste a camisa do Botafogo

Há um bom tempo eu escrevi um post sobre Massa. Nele eu fiz uma brincadeira respeitosa linkando o corredor de fórmula 1 com o tradicional clube de futebol carioca, o Vasco da Gama.

Entrementes, é uma pena o clube cruz-maltino estar na segunda divisão. Não sou vascaíno, aliás nem torço pra nenhum time, mas para o futebol carioca é muito ruim ter rodízio de clubes na segundona. Isso só mostra o descaso dos dirigentes e a falta de estrutura dos clubes e, pelo jeito, as coisas ainda vão demorar a mudar. Depois reclamam que a imprensa só fala dos clubes paulistas. Mas isso é tema para outro post. Voltando…

Dessa vez, farei algo parecido com o post do Massa. Depois de muito observar as atitudes de Rubens Barrichello, o nosso Rubinho, cheguei à seguinte conclusão: Barrichello torce para o Botafogo!

Não há como negar. Vejamos os sinais:

1-> Ele é reclamão: Alguns pilotos são famosos por seus títulos, outros por sua vida pessoal, mas Rubinho é conhecido por reclamar o tempo todo. Até quando ganha! Palavras do ex-companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, sete vezes campeão da fórmula 1: “Barrichello é assim: reclama quando perde e quando ganha”.

Michael Schumacher num lugar pouco freqüentado por Rubinho

2-> Acredita em teoria da conspiração: Quem não se lembra das intermináveis acusações de que a Ferrari favorecia Schumacher, dando ao alemão um carro superior, mais bem regulado. Toda corrida era a mesma coisa. Schumacher em primeiro e Rubinho sendo rebocado por problemas no câmbio, na direção, nos pneus, no capacete, na rebinboca da parafuseta. Só não viam problema no piloto…

3->Perde porque é roubado: Como todos bem sabem, a comissão julgadora em uma corrida de fórmula 1 interfere muito pouco, apenas em casos de deslealdade ou irresponsabilidade na pista. Mas, como bom botafoguense, Rubinho não perde a chance de fazer acusações. “Hoje me sinto roubado. Demos um verdadeiro show de como se perder uma corrida”. Esta declaração estava no Twitter do piloto, no dia da última corrida, domingo, 12/07/2009. Mas poderia estar em qualquer lugar a qualquer tempo. É um roubo descarado!

Rubinho demonstrando sua vocação botafoguense

4-> Chororô: “Foi uma boa sessão para o time, e parabéns ao Button. Entretanto, do meu lado da garagem, o carro estava saindo de frente e não fomos capazes de solucionar esse problema”. “É um saco passar por tudo isso e ver que você fez tudo certo e foi prejudicado”. “Se acontecer novamente, não vou mais seguir ordens do time”. E ninguém cala, esse chororô…

Chorar faz bem, mas em Rubinho ainda não teve resultado...

P.S.: Eu sei que não vai adiantar, mas não custa tentar. Caro leitor botafoguense: em nenhum momento o intuito deste post foi denegrir a imagem do tradicional clube alvi-negro. A motivação para este post foi a mesma do post “Massa é vascaíno!”: fazer uma brincadeira com o imaginário do torcedor, com o senso comum que vigora em nossa sociedade. É claro que o Botafogo é muito mais do que um time que reclama. É um time vitorioso. E a história está aí pra não deixar ninguém mentir.

P.S.2: Depois de tanto tempo, voltei a postar! Final de período já é uma loucura, mas quando você tem um monte de feriados que atrasam as provas de Legislação e Ética, tudo fica pior. Ainda mais quando você tem que estar em sala às 7h30min pra não ganhar uma falta, enquanto estão todos viajando, indo à praia ou exercitando a nobre arte de coçar em casa…

Massa é vascaíno! novembro 6, 2008

Posted by Daniel Aleixo in Reflexões.
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Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que o Massa fez uma excelente corrida no último domingo (2 de novembro). Aliás, seu campeonato foi surpreendente, já que começou muito mal. Muitos entendidos diziam que Massa não teria um papel de destaque nesta temporada. Mas o cara se recuperou, foi ganhando pontos e corridas preciosos e chegou ao último GP com chance de ser campeão. Uma chance bem pequena, mas que foi realidade por alguns metros. Felipe Massa fez o dele. Infelizmente (para ele) a sorte não estava do seu lado. Coisas da vida, ele ainda é novo, tem uma longa carreira pela frente, blablabla etecétera e tal.

Também gostaria de dizer que o meu intuito não é ofender o Vasco e seus torcedores. Só estou usando o gancho da brincadeira que foi feita com o Hamilton. Aliás, é este o tema do post.

urigeller

Foi o Hamilton que começou com a historinha. Ele foi visitar o Uri Geller antes de vir para o Brasil, numa espécie de consulta ou aconselhamento espiritual. Se você não sabe quem é Uri Geller, não se sinta mal. Ele é o rapaz aí do lado, um pseudo-paranormal que dizia ser capaz de entortar colheres e chaves usando apenas sua mente. Como todos que se diziam capazes de fazer coisas parecidas, as pessoas acabaram descobrindo que era tudo mentira.

 

freada1

Aí veio o Massa com a história da cueca. Superstição por superstição, ele também tinha a dele. E não era nada singela. O que o Massa faz é usar a mesma cueca do treino classificatório na corrida. Agora imagina: depois de suar horrores naquele carro apertado e ter comido aquele monte de carboidrato para repor as energias (acreditem, eles perdem muitas calorias dirigindo), como é que não deve ficar o estado da peça íntima?. E depois da corrida? Nessas horas imagino toda a força que um piloto faz nas curvas mais acentuadas, nas ultrapassagens mais difíceis. É aí que “acidentes” podem acontecer. Mas este pode ser tema de outro post, quem sabe?

Bom, aí as equipes vieram para o Brasil. Os pilotos mais badalados tiveram que cumprir uma grande agenda de compromissos os mais variados. Num desses compromissos, Lewis Hamilton foi alvo das famosas urucubacas brasileiras. Além de gatos pretos de pelúcia, ele foi presenteado com uma camisa do Vasco. Não seria nada de mais se não tivesse sido um humorista que tivesse feito o “agrado” ao piloto.

Vou explicar para o caso de você não ser carioca. A brincadeira que corre é que o Vasco nunca se sagra campeão, é sempre vice. As torcidas dos outros times sempre cantam o “vice de novo” em provocação à torcida alvinegra. O que esse cara quis dizer com o presente (é fato que o Hamilton não entendeu nada) é que o piloto inglês seria vice-campeão. Campeão mesmo era o Massa. Mas como já dizia um velho sábio do esporte, “se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminava empatado”. 

015815067-in00E quem acabou sendo o vascaíno da vez foi o Massa. E tanto os torcedores do Vasco quanto aqueles que odeiam o clube vão concordar comigo. Quer ver? A torcida vascaína gosta de cantar que o time deles é o “time da virada”. Algo do tipo: pode começar perdendo, mas sempre vira no final. 

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O Felipe, por alguns instantes, foi o campeão. Vettel ultrapassou Hamilton, deixando-o em 6º lugar e sem o título. Isso há 3 curvas do fim. Uma virada épica, de dar orgulho a qualquer torcedor. Só que a alegria não durou mais que 500 metros. Glock foi ultrapassado por Vettel e Hamilton, o que devolveu a 5ª colocação e o título ao inglês. Uma reviravolta de decepcionar qualquer um, mesmo os mais acostumados com a idéia.

Por tudo isso, concluí que o Hamilton deveria dar o presente que recebeu para o Felipe. Fica mais contextualizado assim.

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