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Como camuflar uma pesquisa de ação setembro 11, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Sem categoria.
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Em Publicidade, a única certeza é que o consumidor tem sempre razão. Afinal, é para ele que fazemos as campanhas, é ele que tem que ser estimulado a se “levantar de sua cadeira” e executar a ação esperada.

Por isso investimos tanto em pesquisa, para justamente termos idéia dos melhores caminhos para impactar o público desejado. A pesquisa não oferece soluções, mas revela quais direções são as mais adequadas. Aliás, taí uma palavra chave em publicidade e propaganda: adequação.

Voltando. As pesquisas são uma importante ferramenta para fundamentar o planejamento e, conseqüentemente, a criação. Sim, ao contrário do que muitos criativos (ainda) pensam, a pesquisa ajuda a criar campanhas com conceitos mais sólidos, que estejam realmente adequadas ao seu público.

Tanta utilidade, porém, causa um efeito reverso: a síndrome da pesquisa. As pessoas querem fazer pesquisa para tudo. Por exemplo, o redator aparece com uma lista de 30 títulos para uma campanha (o que é perfeitamente normal durante o processo criativo) e, ao invés de uma reunião de criação para definir qual se encaixa melhor ao conceito, tascam logo uma pesquisa. A campanha está ainda na concepção e já começaram a fazer pré-testes (tipo de pesquisa feita, obviamente, antes do lançamento de uma campanha, mas com ela praticamente pronta, para ter uma noção de como o público alvo vai reagir).

A “neura” da pesquisa chegou a tal ponto que as empresas estão ávidas por obter a maior quantidade possível de informação sobre seus clientes. Talvez seja um reflexo de tempos incertos, onde as coisas andam mudando tão rápido… O fato é que nunca se fez tanto cadastro quanto hoje. Você entra num site de notícias para ler reportagens e descobre que tem que se cadastrar para isso. Você fica sabendo de um evento bacana, vai ao site e descobre que, para ir ao tal evento, precisa se cadastrar.

Hoje em dia você passa mais tempo se cadastrando em sites do que desfrutando de seu conteúdo. É claro que, muitas vezes, o cadastro é rápido e você nem o percebe (esse é o cadastro perfeito), mas há os que abusam da boa vontade alheia. As empresas estão substituindo os questionários físicos por cadastros online, pelo menos para as informações mais básicas do target.

Falei tudo isso porque hoje me deparei com a seguinte manchete: “Cadastramento de ingressos para Mega Rampa começa nesta quinta“. Isso me chamou bastante a atenção (a ponto de eu estar escrevendo este post). Li a matéria e entrei no site pra entender o que se passava. E me deparei com isto:

Primeira parte do cadastro

Segunda parte do cadastro

Repare nos campos a serem preenchidos. Há informações básicas (nome, telefone, nível de escolaridade, ocupação), mas também dados mais refinados (seu skatista favorito, rede social que mais usa, atividades que realizou com mais freqüência nos últimos meses, estilo musical favorito). É um claro esforço de marketing para mapear o público do evento, seus hábitos e preferências, porque este é um público potencial para a Oi, que organiza o Mega Rampa.

A Oi se posicionou como uma empresa jovem, inovadora e antenada. Nada mais natural para a empresa que se invista em ações que a aproximem desse público em particular. O Mega Rampa 2009 representa tudo isso.

É interessante notar o investimento em assessoria de imprensa. A matéria do UOL é, na verdade, um grande release, que promove o evento e instrui a respeito do processo de aquisição dos ingressos (inclusive explicando o que irá acontecer após cada passo no proceso de cadastramento).

Enfim, toda a ação Mega Rampa pode ser considerada, nada mais, nada menos, que uma grande pesquisa de mercado. Eu diria mais: a competição é secundária. O que é principal é a Oi conhecer mais a fundo o seu público, estabelecer estratégias adequadas de promoção nas mídias sociais (muito usadas pelo público jovem) e promover um bela experiência de marca.

Fonte:

http://esporte.uol.com.br/radicais/ultimas/2009/09/10/ult4363u189.jhtm

Ronaldinho Gaúcho e sua “melhor” fase no Milan agosto 30, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Protestos.
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E aí? Vai ficar só esperando ou vai fazer algo pra mudar de verdade?

Este post será rápido. Ou, se preferirem, curto e grosso.

Ronaldinho Gaúcho tem talento com a bola nos pés. Inegável. Mas ele adquiriu uma soberba sem tamanho, se deixando levar por prêmios de melhor jogador e contratos milionários. Ele se tornou o Sr. Marrento. Isto também é inegável.

Mas as coisas não andam boas para o lado do jogador. Em março deste ano, Carlo Ancelotti, o então técnico do Milan, fez críticas a Ronaldinho, cobrando dele um esforço maior caso quisesse ser titular (algo que não acontecia há mais de um mês, na época). Nas palavras do treinador: “Jogadores como Ronaldinho baseiam todo seu futebol no talento. Treinei muitos jogadores e a maioria acha que faz a diferença só com o talento, mas isso é errado. No futebol moderno, se você não tem uma boa condição física e não trabalha nos treinos, é mais difícil brilhar nos jogos”.

Ancelotti saiu do comando da equipe milanesa e o cenário pareceu mudar. No dia 27 de agosto de 2009, saiu uma matéria no portal de notícias UOL em que o Gaúcho declarava estar vivendo sua melhor fase no Milan, time onde joga desde 2008.

Pois bem, ontem, dia 29 de agosto de 2009, o Milan perdeu o clássico contra a rival Inter de Milão por 4 a 0. Isso mesmo, o Milan tomou de quatro 4. Uma derrota, não seria exagero dizer, humilhante.

Apenas 2 dias depois de uma declaração animada à imprensa, Ronaldinho, titular, é substituído por não ter feito rigorosamente nada para tentar virar a partida. E saiu de campo debaixo de muitas vaias dos torcedores de seu time. Uma bela fase, não?

A questão aqui não é crucificar o cara, desprezar seu passado vitorioso. Minha intenção aqui é mostrar que todos passam por fases boas e ruins. É normal, a vida é assim. O ponto aqui é como você encara seus sucessos e derrotas.

Com humildade você é capaz de manter os pés no chão quando atinge os resultados almejados. Assim, você conquista a admirição das pessoas ao seu redor e este apoio será muito impotante durante uma fase ruim. Claro que nem todos estarão lá por você, mas pode ter certeza que alguém estenderá a mão. O princípio é simples: com os pés no chão não se pisa nos outros.

Ronaldinho Gaúcho perdeu esse componente. A soberba faz com que a pessoa não consiga se auto-avaliar da maneira correta e, em conqüência, não muda o que deveria ser mudado, até porque “é o mundo que tem que mudar e não eu”. Você já deve ter ouvido isso da boca de várias pessoas, né? Gente repassando a terceiros a culpa de seus próprios fracassos. É o que mais tem por aí. E essas pessoas, invariavelmente, acabam sozinhas. Afinal, quem ajudaria aquele que estava no topo e se “achava” (e até humilhava os outros) a se reerguer?

Eu nunca vi ninguém arrogante ir muito longe. Então, Ronaldinho, para o seu próprio bem, e para o do nosso futebol, seria bom que o senhor reavaliasse sua postura diante da vida.

Fontes:

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2009/03/03/ult59u189742.jhtm

http://esporte.uol.com.br/ultimas/efe/2009/08/27/ult1777u111451.jhtm

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2009/08/29/ult59u201093.jhtm