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Viral da Nike outubro 24, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Este é o típico viral. Uma filmagem aparentemente amadora, sem pretenções, mas que revela algo incrível realizado por uma pessoa comum.

No entanto, se você reparar bem, vai ver que o cara usa apenas chuteiras e bolas da Nike. O modo como aparece a marca é quase subliminar, mas o vídeo é tão bacana que você provavelmente vai assisti-lo várias vezes e acabará notando a logo da empresa.

Outra questão interessante é a realidade do vídeo. Será que o cara fez tudo aquilo mesmo ou é computação gráfica? Está aí um ponto que vai gerar buzz entre os internautas. Então, esse vídeo é real ou é montagem?

Buzz e Mídia Espontânea setembro 8, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Muito se fala em buzz e mídia espontânea. Para quem não sabe, estes dois termos (muito usados por publicitários e profissionais de marketing) refletem exatamente o momento em que vivemos, onde as pessoas deixam de ser meras espectadoras e consumidoras de informação para se tornarem também produtoras de conteúdo.

Os blogs, YouTube, Flickr, entre outros, são ferramentas acessíveis a qualquer um que tenha internet. Com eles você pode divulgar sua produção de graça! Claro que, se você grava um vídeo, vai precisar de uma câmera. E câmeras custam dinheiro. Mas o ato de publicar (aqui no sentido de tornar público), que antes era impensado, porque caro, agora se torna, digamos, mais democrático.

Além da divulgação de trabalhos, a internet possibilitou novas formas de relacionamento interpessoal: as redes sociais.

As redes sociais são na verdade grandes sites de relacionamento, onde pessoas se cadastram e criam suas páginas pessoais. Estas páginas (ou perfis) vão conter toda a informação que o usuário deseja compartilhar com o resto do mundo, além de viabilizar a formação de um grupo de contatos (amigos, seguidores, etc). Assim, você pode se corresponder com inúmeros usuários daquele site, trocando informações, mensagens, arquivos, links, etc.

A grande questão é que se descobriu que algumas notícias (principalmente boatos) se alastram de maneira surpreendente nas redes sociais, gerando grande repercursão. A este “burburinho” causado por algum fato ou notícia se deu o nome de “buzz”.

O buzz começou a ser considerado por muitos como uma boa medida do sucesso de uma campanha ou ação publicitária. Quanto maior o buzz gerado, maior o sucesso da estratégia de comunicação. Não que isto seja algo novo. Sempre se pesquisou a opinião do público com relação à uma campanha. Mas a pesquisa de opinião é, por natureza, um processo lento, pois deve ser cuidadosamente executado e aferido. Na internet, por outro lado, é possível ter uma resposta quase imediata das reações do público (lembre-se de que o público que acessa a internet regularmente é ainda muito pequeno e restrito às classes mais altas; assim, a opinião coletada neste meio reflete a opinião de uma pequena parcela da população).

Com a internet também foi possível estimular o buzz. Como? Criando ações específicas para essa finalidade. Surgiram assim os virais.

Um viral pode ser um vídeo, uma apresentação de slides que enviam por e-mail, uma foto, uma história. O que vai caracterizar o viral não é a forma em si, mas a capacidade deste material estimular as pessoas a repassarem a mensagem para seus amigos. Funciona assim: você é exposto ao viral, acha bacana por qualquer motivo e sente uma vontade louca de mostrar pra todo mundo. Pronto, gerou buzz. Uma coisa muito importante sobre os virais é que, não importa o que seja, ele estará SEMPRE divulgando um produto, serviço ou marca.

A outra expressão de que trata este post é “mídia espontânea”. A rigor, mídia espontânea seria a possibilidade de conseguir espaço de mídia para o anunciante, sem pagar por isso.

As agências compram espaço nos veículos de informação (canais de TV, emissoras de rádio, sites, jornais, revistas) para veicular seus anúncios. Este espaço é caro, sendo mais caro quanto maior for a audiência ou o alcance daquele meio (espaço publicitário em TV é mais caro que em rádio; espaço publicitário na Globo é mais caro que na Rede TV).

Portanto, mídia espontânea seria um jeito de driblar essas transações e fazer sua marca aparecer na mídia de graça. O grande problema é que, no mundo dos negócios, nada é de graça. Então, ou se investe em assessoria (que custa dinheiro e acabaria com o princípio da espontaneidade) para divulgar uma certa ação, ou se criam ações e situações realmente inusitadas, que mobilizem as pessoas e despertem o interesse dos grandes meios de comunicação em noticiá-los.

Uma boa forma de gerar mídia espontânea é criando boatos. As pessoas adoram uma fofoca, principalmente se algum famoso (que pode ser ou vir a se tornar garoto propaganda) estiver envolvido. Esse tipo de notícia se alastra (veja o caso do sumiço de Belchior) e chama a atenção da mídia. No final das contas, é tudo um  esforço para divulgar uma marca.

Enfim, mídia espontânea de verdade só acontece se houver muito buzz. Mas não se engane: não é qualquer ação que vai sair num grande veículo de comunicação. A maior parte das mídias espontâneas são geradas em blogs, sites de notícias (especializados ou não), Twitter, etc. É na internet que a mídia espontânea floresce e onde se colhe os melhores frutos (frase beeeeem criativa, né?). Portanto, fiquem atentos às novidades na web. Ainda há muito a ser feito e, com certeza, muito a ser explorado.

Cuidado: fantasma pode virar assombração maio 26, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Protestos.
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Esse post é, na verdade, um resgate de algo que ocorreu já há algum tempo (acho que ano passado). E serve de dica para quem está trabalhando em Agência de Publicidade.

Nosso meio, todo mundo sabe, mexe com o ego das pessoas. Ainda mais quando há milhões de reais (ou dólares) envolvidos e criações que são vistas por milhares de pessoas. Mas nada é mais capaz de exacerbar essa cultura narcisista do que prêmios.

Não me entenda mal. Prêmios são muito legais! A questão é: será que vale fazer de tudo pra levar um troféu pra casa? Se esse “tudo” significa dar o máximo de si, suar a camisa e conseguir fazer e aprovar com o cliente uma puta campanha, acho que vale tudo sim. Mas se esse “tudo” for, por outro lado, passar por cima das pessoas, seja do cliente e da imagem de sua empresa, seja do público, que pode ser ofendido ou ultrajado com elementos de mau gosto, aí eu acho que não.

Isso nos leva aos fantasmas, que são anúncios não aprovados pelo cliente (porque não gostou, porque estaria fora do orçamento ou simplesmente porque não houve uma apresentação da peça). Esse tipo de anúncio tem por característica o fato de a criação não ter limitações (de briefing, de atendimento/planejamento e de cliente) para executar a peça, abusando da criatividade (para o bem ou para o mal).

A criatividade é, sim, uma faca de dois gumes. Há anúncios fantasmas absolutamente geniais, que você lamenta por nunca terem sido veiculados. Mas há outros que são um show de mau gosto e apelo. Para não arriscar ter surpresas desagradáveis, muitos festivais de publicidade profissionais não estão mais aceitando inscrições de peças fantasmas.

Os brasileiros, espertos que são, arrumaram logo um jeitinho de driblar essa restrição. Como é considerado anúncio fantasma aquele anúncio que jamais foi veiculado, as agências bancam a veiculação das peças, mesmo sem consentimento do cliente, só pra poderem inscrever suas obras mais “criativas”. É claro que, com a internet, muitas vezes nem é preciso gastar dinheiro, basta postar os anúncios em algum site ou blog.

Aí começam os problemas. Se caiu na rede, alguém vai acabar vendo (olha a dica aí, garotas). E o risco de um fantasma tornar-se um viral é grande, visto que os internautas adoram repassar para os amigos coisas engraçadas, inusitadas, toscas, mas acima de tudo, protestos. É impressionante a quantidade de coisas criticadas pelas pessoas na internet e, não raro, os discursos negativos assumem proporções maiores do que os positivos. Olha o risco de sujar a imagem do cliente com uma brincadeira “inocente” ou com aquela puta idéia que daria um prêmio.

Foi o que aconteceu com a Salles Chemistri, agência de São Paulo que na época tinha a conta da Itambé. O pessoal da agência fez uma campanha para o iogurte Fit Light seguindo o título “Esqueça: o gosto dos homens nunca vai mudar”, com um objetivo que desconheço: seria um exercício de criação, uma brincadeirinha interna que caiu sem querer na internet ou uma tentativa de ganhar prêmio? Pessoalmente, acho que está mais para Desencannes do que para um festival sério de publicidade. Uma bela forma de se perder uma conta. Enfim, tire suas próprias conclusões:

Anúncio Itambé Fantasma 1

Anúncio Itambé Fantasma 2

Anúncio Itambé Fantasma 3

Essas peças caíram na internet, gerando comentários indignados, e rapidamente a Itambé botou seu departamento de Relações Públicas para trabalhar e publicou uma justificativa para o incidente. Neste caso, como não poderia deixar de ser, eles jogaram para a agência toda a responsabilidade pelos anúncios, se eximindo de qualquer participação no processo de criação dos mesmos. Vale notar que a estratégia utilizada para disseminar o comunicado foi a dos famosos links patrocinados, totalmente alinhada com a natureza da divulgação das peças: rápida e gerando grande repercursão no meio on-line. Segue o printscreen do comunicado no site oficial da Itambé:

Comunicado Itambé

Moral da história: todo cuidado com os fantasmas porque, se você mexer demais com eles, pode acabar tendo que chamar um exorcista. E neste caso, quem é exorcizado da agência é o criativo.

Viral ou apenas um show de mau gosto? maio 10, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Com quase 1 milhão de views no Youtube, o vídeo “Eu sou Stefhany” (sim, com “F” e “H”) está causando sensação. Embora a maior parte das pessoas assista ao “clipe” para dar umas boas gargalhadas do nível de tosqueira a que um ser humano pode chegar, é possível perceber uma coisa interessante: por que Cross Fox?

Além de aparcer na letra (em uma parte que se repete várias vezes ao longo da canção), há inúmeras tomadas no interior e fora do carro, sempre com o cuidado de deixar a logo da Volkswagen em evidência, seja no volante ou na frente do carro. É algo para se pensar, já que o princípio de um viral é, justamente, ser um vídeo engraçado ou com algo impressionante para que quem veja tenha vontade de repassar para todos os seus amigos.

No caso de “Eu sou Stefhany”, isto tem funcionado bem, porque um monte de gente já veio me mostrar mais essa pérola Youtubeana. Assista e tire suas próprias conclusões.

Marketing pessoal viral – Uma nova forma de conseguir um emprego março 24, 2009

Posted by Daniel Aleixo in Novidades.
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Uma das formas de se atestar o sucesso de uma campanha ou estratégia publicitária é observar sua repercussão na sociedade. Muitas vezes as pessoas incorporam slogans e bordões ao seu cotidiano, transformando aquilo que era uma mensagem publicitária em uma gíria de uso corrente.

Algumas dessas expressões caem em desuso, mas outras resistem aos modismos e permanecem na boca do povo. Quem nunca se referiu a alguma coisa muito útil como tendo “mil e uma utilidades”? Taí o slogan do Bombril, criado pelo redator Edmur de Castro Cotti, da McCann Erickson, ainda nos anos 50. Ou quem sabe você, sem graça de dizer que algo não é tão bom assim, utilizou a expressão “não é uma Brastemp” (criado pelo publicitário Ricardo Freire, da Talent, em 1990)?

Os exemplos são tão variados quanto as estratégias publicitárias existentes. Jingles, falas de personagens criados em comerciais de TV e rádio e até advertências legais, como o “Aprecie com moderação” de anúncios de bebidas alcoólicas (dê uma olhada nos álbuns do Orkut de mulheres e homens, digamos, um tanto convencidos de sua beleza) são lembradas e repetidas pelas pessoas.

O que é novidade é a apropriação de formatos e estratégias comunicacionais pelas pessoas comuns. Já há algum tempo, teóricos vem chamando atenção para o fato de que, com todas as possibilidades trazidas pela internet, os consumidores de informação se transformaram também em produtores. Uma prova disso é o fato de que agora, neste exato minuto, você está lendo este artigo, escrito por alguém que não é jornalista ou escritor profissional.

Os avanços tecnológicos também ajudaram nessa “democratização” da produção de conteúdo. Câmeras digitais estão cada vez melhores e mais baratas, celulares estão cada vez mais multifuncionais e mais eficientes, etc.

O lado ruim disso tudo é que não há um controle sobre o que é produzido, o que resulta em informações inconsistentes, amadorismo em fotos e vídeos e uma conseqüente queda geral na qualidade do que se vê por aí na rede. Mas o grande barato da “democratização da produção de conteúdo” está justamente na variedade de coisas que surgem, nos seus desdobramentos e seus reflexos, por exemplo, na publicidade.

Eu dei esta volta para cair na questão do marketing viral. Em poucas linhas, esta estratégia consiste na apropriação de uma estética amadora pela publicidade, de modo a criar vídeos (principalmente, mas podem ser fotos, slides ou textos) que, de alguma forma, promovam uma certa marca ou produto sem “dar na vista”.

Então você vai assistir a vídeos que registram imagens incríveis, coisas surreais e cenas engraçadas, tudo para promover algo. Estes vídeos precisam ter essas características para que gerem em quem os assiste a vontade de mostrá-los para seus amigos, que devem sentir o mesmo impulso e fazer o mesmo (daí o nome viral, que passa de uma pessoa a outra).

Pois bem, se o que as pessoas estão postando na internet está sendo absorvido pela linguagem publicitária, o inverso também está acontecendo. No caso do marketing viral (como eu disse antes, uma apropriação da linguagem amadora tão comum na internet), a sua apropriação pelas pessoas comuns gerou uma espécie de marketing pessoal viral.

O vídeo “Mark by Ben” é, sem dúvida, um exemplo perfeito dessa apropriação. Ben é um garoto de 14 anos, toca bateria e é real. Seu pai, Mark, também real, foi vice-presidente de marketing da NHL (a liga de hóquei americana) e agora se encontra desempregado.

Ben teve a idéia de fazer um vídeo no qual exaltaria as qualidades de seu pai, como pessoa e como profissional. Ele escreveu o roteiro e, com uma pequena ajuda de Mark, filmou, editou e colocou o filme no Youtube.

Hoje, com mais de 80 mil views, o vídeo, aparentemente despretensioso (como todo bom viral), atingiu o target e deu à Mark a oportunidade de fazer entrevistas de emprego para várias empresas. Na descrição do Youtube ainda é possível acessar o site markbyben.com, onde estão hospedados o vídeo e o currículo de Mark. Uma campanha de sucesso!

Fontes:

http://www.portaldapropaganda.com/noticias_dia/2006/06/14/0001

http://www2.correioweb.com.br/cw/EDICAO_20020606/vid_mat_060602_7.htm

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/asp2705200399.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u539330.shtml